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“Justiça não aceitará caução da Telexfree”, diz promotora

 A proposta da Telexfree de oferecer ao Juízo da 2ª Vara Cível de Rio Branco, uma caução no valor de R$ 659 milhões para retomar as operações da empresa, está sendo recusada antecipadamente pela promotora do departamento de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Acre, Alessandra Garcia Marques. Ela afirma que não há qualquer chance de a Justiça aceitar a proposta.

 Em nota, no último sábado, a Telexfree explicou que esta estratégia visa assegurar que ninguém sairá prejudicado. A empresa também dá suas impressões sobre a liminar da Justiça local e relata seus passos para se defender juridicamente das suas acusações. A Telexfree ofereceu ao Tribunal de Justiça do Acre uma espécie de caução de aproximadamente R$ 659,63 milhões, como garantia de que faz um negócio sólido.

 A promotora sugere que, caso a empresa queira agir corretamente, provando que tem idoneidade, deve usar o dinheiro para pagar todas as pessoas prejudicadas pelo bloqueio. Alessandra questiona, também, a origem da quantia ofertada. “Precisamos ainda ver de onde vem este dinheiro e porque não foi bloqueado, se pertence à empresa”, impugna.

 De acordo com o comunicado da Telexfree, o mérito do recurso interposto ainda não foi analisado pelo Tribunal de Justiça, o que deverá ocorrer nas próximas semanas.
O advogado da empresa no Acre, Alexandre Teixeira Rodrigues, confirmou que a Telexfree ofereceu o caução, mas alega que ainda não houve decisão sobre o assunto, que corre em segredo de Justiça. (Com informações da Veja)

Empresa é processada na Justiça por divulgadores acreanos
 A situação da empresa realmente não está confortável. Além dos impasses com as propostas, a Telexfree também está sendo processada na Justiça do Acre por divulgadores. Os reclamantes reivindicam rescisão de contrato, devolução de dinheiro e antecipação de tutela, que juntos somam R$ 257.764,41.

 De acordo com informações do TJ/AC, um dos processos teve a petição inicialmente indeferida. Segundo a assessoria do órgão, ainda não há data confirmada para julgamento das ações em andamento.