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Ufac e bancários aderem o dia de luta e protesto

 Servidores e professores da Universidade Federal do Acre (Ufac) aderiram a Semana Nacional de Paralisação, promovido pela Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação (Fasubra). Durante toda a amanhã desta sexta-feira, 30, a entrada da Ufac esteve bloqueada.

 De acordo com o diretor da Fasubra no Acre e representante da comissão de mobilização, Charles Brasil, desde o início da semana alguns órgãos do funcionalismo público federal, como Ibama, Incra e Polícia Federal também pararam suas atividades.

“E para encerrar essa semana de paralisações, todas as universidades federais do país estão sem aulas por 24 horas. Tanto os técnicos quanto docentes estão parados”, destacou.
Além da reivindicação nacional, que trata da reposição inflacionada, do adiantamento dos 10% do acordo firmado durante a greve em 2012, mais 10% do PIB para a educação, a categoria também reivindica pautas locais, como a flexibilização da jornada de trabalho.

“Queremos o cumprimento do decreto que traz a jornada de 30 horas semanais”, diz Charles. Com isso, a universidade permaneceria aberta, em pleno funcionamento durante os três turnos, manhã, tarde e  noite.

 Os servidores exigem também a abertura de um concurso público para a contratação de novos vigilantes. “Vamos renovar o quadro da vigilância, que desde a década de 90 não tem concurso público e nós precisamos melhorar a segurança universitária no campus”, conclui Brasil.

Bancários também protestam e pede arquivamento do PL 4330

 A sexta-feira começou com o Dia de Luta e Protesto na porta do Banco da Amazônia, agência Metro, localizada no bairro da Estação Experimental. Na pauta do protesto estava a PL 4330, projeto lei que legaliza a terceirização no país, com data para ser votado na primeira quinzena de setembro no Congresso Nacional. Os trabalhadores reivindicam ainda o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

 O protesto desta sexta-feira faz parte da pauta da classe trabalhadora, convocada pela CUT e demais centrais sindicais. Nas demais unidades bancárias de Rio Branco, muitos trabalhadores adentraram as unidades usando roupa de cor preta, num protesto à postura da Fenaban, que ainda não apresentou uma proposta para acordo salarial 2013/2014, e ao PL 4330.

 A respeito da PL 4330, o presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, Edmar Batistela, explicou que a sociedade organizada não pode deixar que uma proposta patronal, como a PL 4330, seja aprovado na Câmara Federal. Batistela comentou ainda que o projeto Lei fragiliza os direito dos trabalhadores.