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Verticalização ganha impulso em Rio Branco e transforma o mercado imobiliário na região

verticalização 1 - OL A paisagem em Rio Branco está mudando, construções verticalizadas comerciais e residenciais movimentam o mercado imobiliário. Com um público cada vez mais exigente e a ajuda de agentes financeiros os acreanos tem escolhido cada vez mais viver em condomínios. O presidente do Crea/AC, Amarildo Uchôa Pinheiro, confirma que na última década esse fenômeno tem se intensificado.

 Essa mudança de comportamento é comprovada pelo Censo Demográfico 2010, que aponta nos últimos dez anos, o número de apartamentos da Região Norte cresceu em um ritmo 3,5 vezes maior que no restante do Brasil – que tem hoje 6,2 milhões de apartamentos, um número 43,2% maior do que em 2000. Hoje, 1 em cada 10 brasileiros mora em prédios.

 De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado do Acre (Sinduscon), Frederico Lemos de Moura Leite, a verticalização dos empreendimentos imobiliários são apostas do setor para agradar um público cada vez mais exigente.

 “É um impulso a mais para o mercado em tempos de crise. Mas os entraves são grandes, principalmente, relacionado a transporte e os próprios insumos. Que acabam refletindo no preço final, passado ao consumidor final. Diante desse entrave, as empresas ganham menos e ficam sempre na dependência de agentes financeiros, bancos particulares e públicos”, destaca Frederico.

 O Acre tem o metro de construção mais baratos do Brasil, confirma o presidente do Siduscon. Em Porto Velho, Manaus e Belém o metro da construção.

 “Não é surpresa esse fenômeno, uma hora ia chegar aqui. Não sabemos se o crescimento da indústria da construção civil vai continuar. Em outras partes do Brasil o mercado saturou e retraiu um pouco. Em Rio Branco ainda tem muito mercado para novos empreendimentos”, confirma Frederico.

 “É um bom negócio. É seguro para quem adquire. A facilidade de acesso as pessoas aos financiamentos ajudam também na construção dos empreendimentos. Nosso sistema habitacional é muito rígido. Somos exemplos mundiais. Não corremos perigo de sofrer com o que houve nos Estados Unidos”, destaca Frederico.

 A exigência de documentos para um financiamento é muito sadia para a economia, por não deixar a pessoa se aventurar no negócio, ressalta o presidente do Siduscon. “Acreditamos na iniciativa do governo estadual e federal, isso tem nos dado segurança para investir no Estado, principalmente em tempos de crise”, conclui Frederico.

CREA confirma segurança e fiscalização dos prédios
 Segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Acre (CREA), Amarildo Uchôa Pinheiro, o importante é que os novos empreendimentos tem um responsável técnico da obra e com isso, a segurança é maior.

 “Além disso, Rio Branco ganha mais, já que as obras de infraestrutura acabam facilitadas para o poder público, já que num mesmo terreno ficam concentradas várias famílias”, destaca Amarildo. O presidente afirma que fiscalizações são realizadas periodicamente, garantindo a segurança da obra.