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Bancários do Acre anunciam greve para a próxima quinta-feira, dia 19

O Sindicado dos Bancários do Acre decidiu, em assembleia realizada na tarde de ontem, na Praça Povos da Floresta, em Rio Branco, aderir à greve a partir do próximo dia 19, por tempo indeterminado. Cerca de 120 bancários participaram da reunião. Os trabalhadores reivindicam aumento salarial, melhorias para a saúde dos funcionários, segurança e condições de trabalho.

Na ocasião, todos concordaram em realizar uma nova assembleia na véspera da greve, dia 18, para referendar o que foi decidido entre eles.

Os servidores rejeitaram a proposta dos bancos, que indicou índice de 6,1% sem aumento real para os salários. O mesmo reajuste foi sugerido para vales, auxílios, piso e PLR, que permaneceria no modelo atual. O sindicado considerou a oferta um desrespeito e demonstração de descaso para com os funcionários.

A Federação Nacional dos Bancos alega que a Convenção Coletiva de Trabalho é “muito boa e que os bancários têm patamar elevado”.

Esse pronunciamento gerou revolta no Comando Nacional dos Bancários. De acordo com o presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Carlos Cordeiro, o fato de essa avaliação ser positiva, deve-se, exclusivamente, aos bancários e à luta deles, que nunca permitiram a retirada dos direitos.

De acordo com os trabalhadores, a proposta da Fenaban não apontou soluções para o fim das metas abusivas, das atuais condições de trabalho e para o fim das demissões ou mais contratações para reduzir a sobrecarga de tarefas.

A maior discussão entre os membros do Sindicato dos Bancários do Acre é referente ao fato dos bancos terem lucrado aproximadamente R$ 30 bilhões, no primeiro semestre deste ano. Mesmo com números positivos, nenhuma proposta válida foi apresentada aos trabalhadores.

A categoria alega que as reivindicações não estão fora da realidade do setor. Eles apontam que o crescimentos dos 6 maiores bancos do país foi de 18,2%, comparando o primeiro semestre de 2013 com o mesmo pe-ríodo de 2012.

Entre as propostas aceitas pelos bancos está: a redução do prazo de apuração do instrumento de combate ao assédio moral para 45 dias; a criação de um grupo de trabalho para análise das causas dos afastamentos por doença ocupacional no setor; e a realização de um seminário para discutir as mudanças tecnológicas nos bancos.