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Deputados acusam Funai de impedir andamento do Programa Nacional de Habitação Rural em aldeias

O deputado Denílson Segóvia (PEN) explicou que seu discurso, na última semana, não teve a intenção de ferir os direitos dos povos indígenas. O parlamentar afirmou que sua visita às aldeias sempre foi bem-vinda. E pontuou que ‘a cultura é a identidade de um povo’.

“Eu sempre fui bem recebido pelos indígenas. Nunca iria a uma aldeia sem ser convidado, não passaria 20 dias lá. Acredito que a cultura de um povo é a sua verdadeira identidade. Jamais tive pretensão de ofender ninguém”, ressaltou o deputado.

 O deputado Walter Prado (PEN) disse que as etnias indígenas não estão isentas das missões evangélicas e salientou que o trabalho missionário é importante e que o discurso do deputado Segóvia não pode ser compreendido como ‘fundamentalista’.

 Outro que defendeu Denílson Segóvia foi o líder do governo, Astério Moreira (PEN). Para ele, o discurso do parlamentar ecológico é movido de “paixão e misericórdia”.

“Temos a obrigação ética e moral de conceder às pessoas as melhores condições de vida. Eu lamento profundamente essas distorções. Os índios que estão isolados, que fiquem isolados, mas os que já estão nesse processo deve-se conceder igualdade para todos. A manifestação dele foi no sentido de paixão e misericórdia”, disse o deputado Astério Moreira.

 Moreira disse, ainda, que a Funai, no Acre, está impedindo a construção de casas  do Programa de Habitação Rural desenvolvido pelo governo federal nas aldeias indígenas. Mas, ressaltou que obteve a garantia da Caixa Econômica Federal da continuidade do Programa. “A decisão da Caixa é que vai continuar construindo as habitações”.
Já o deputado Eduardo Farias (PC do B) ressaltou que nenhuma cultura deve sobrepor outra. Para ele, os limites devem ser respeitados e que os indígenas tem outra visão de mundo, diferente da sociedade moderna.

“Os índios não precisam de lideres para auxiliá-los. O que eu quero dizer, em resumo, que os indígenas têm outro modelo de mundo. Devemos respeitar isso. Então não vai ser um pastor que vai lá e estraçalha a cultura dos índios”, salienta o parlamentar.