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Objetivo das prisões: criminalizar o PT

O espetáculo midiático das prisões dos militantes petistas, Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio e futuramente, João Paulo, está a todo vapor. Os barões da mídia já estarão saciados? Os conservadores e os dominantes, sedentos de sangue, já estarão aplacados? O “povão” de certo modo acompanha tudo e vai refletindo….

Cuidado companheiros não se iludam! O verdadeiro objetivo desta ação é desmoralizar o PT, criminalizá-lo e enfraquecê-lo para as disputas que virão. Por quê? Porque um setor da sociedade brasileira apegado e aferrado aos privilégios seculares, não admite em nenhuma hipótese que o PT dirija a 5ª maior economia do mundo. Para os poderosos, bom mesmo era FHC, que presidia para os ricos, ignorava os pobres e a aprofundava as desigualdades sociais e regionais. Sentia-se confortável na velha submissão às potências estrangeiras. Lula governou 8 anos e fez a sucessora. Dilma governa, podendo se reeleger. A elite sente calafrios ao imaginar o PT dirigir o Brasil por 16 anos. É demais para quem sempre mamou nas tetas do Estado. É necessário fazer tudo, mas tudo mesmo para derrotar o PT. Expor, portanto, os presos, como espetáculo, com a conivência do Dr. Joaquim Barbosa, é o troféu que os barões sempre sonharam, mesmo que se rasgue a Lei, o direito da preservação de imagem e direitos humanos essenciais. É necessário chafurdar, jogá-los no esgoto para criar uma imagem, uma marca e vincular o PT ao crime, a desordem, a baderna. Querem fazer um carimbo do PT e torná-lo reconhecido pelo povo pelo velho processo da repetição continua: PT é igual a criminosos e bandidos que devem ser esmagados e extintos da política brasileira.

Conseguirão? Não sei. No passado os mesmos que hoje nos perseguem e prendem, instalaram uma ditadura, cassaram mandatos, extinguiram partidos. Colocar partidos na clandestinidade vem de longe. Precisamos ter claro isso, para organizar o enfrentamento. Mas para enfrentá-los precisamos lutar ainda mais aguerridos, com palavras na disputa ideológica, com ações, com atos, com exemplos. Temos sob nossa responsabilidade o Brasil e várias administrações. Além disso, temos a internet, militantes, homens e mulheres dedicados a uma causa. Quem pensa que irá nos banir da política brasileira, está redondamente enganado. Do mesmo modo que criamos nosso partido, iremos defendê-lo. E a forma mais contundente de defendê-lo é trabalhar mais e ganhar mais uma vez a Presidência da República. Devemos impor mais uma derrota aos poderosos. Terão que nos engolir “na lei ou na marra”.

Quanto aos companheiros presos, eles resistirão. São experientes, provados na luta e vem de longe. Solidariedade material e espiritual não faltará. Eles sabem que não estão sozinhos, nem isolados e a nossa unidade lhes dará a força que precisam.

*Nilson Mourão é secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos.