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Chega de mentiras

“Uma mentira  repetida mil vezes torna-se verdade”. A frase de Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha e um dos principais aliados e seguidores de Adolf Hitler, se tornou um lema e vem sendo colocado em prática há alguns anos no nosso Estado.

É com base na premissa de repetir várias vezes uma mentira, que tentam fazer “lavagem cerebral” nos telespectadores e incutir na cabeça do povo uma mentira como se fosse verdade. Isso acontece quando secretários de governo “convocam” entrevistas coletivas e só colocam no ar a versão governista de desmentidos de denúncias sérias e graves.

A todo momento usam as televisões, os rádios, veículos de massa, para desqualificar o denunciante, dão informações distorcidas de forma a se tornarem vítimas. Essa técnica nazista, graças à Deus, está ruindo por causa da internet e suas redes sociais onde a censura não tem vez mas, ainda, não tem o alcance das televisões.

Para tentar esconder suas incompetências, lançam mão de notas e dizem que documentos foram fraudados.

Não podemos aceitar tantas mentiras!

Não posso aceitar que digam, propaguem, que o laudo da Utal, Unidade de Tecnologia da Ufac que analisou uma amostra da água no bairro Wilson Ribeiro, foi fraudado. O mestre Guaracy Barbosa dos Santos Maia, engenheiro químico, e a diretora em exercício da Utal, Mestra Cydia de Menezes Furtado, que assinaram o laudo, nunca vieram à público para dizer que o tal laudo era inverídico. Nunca foram convidados à dar uma entrevista. Para a mídia governista, bastou colocar outro personagem nos programas de televisão para “desdizer” o que está escrito: “A amostra analisada encontra-se em desconformidade com a portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde por apresentar Coliformes Totais”.

Se não bastasse isso, o secretário de Comunicação do Governo voltou a utilizar o lema nazista e também foi à público, nas grandes mídias, para dizer que os tapurus encontrados no frango das marmitas servidas aos pacientes do Setor de Nefrologia do HC, tinha sido uma “armação” arquitetada por uma jornalista com mandato e pelos jornalistas que denunciaram com fotos e vídeo os bichos encontrados pelos próprios pacientes.

Para os nazistas, não é interessante apurar as denúncias. O importante é mentir. Mentir muito. Mentir várias vezes, mentir para a grande massa, até que essa mentira se torne, na cabeça das pessoas, uma realidade.

*Eliane Sinhasique é jornalista, radialista, publicitária e está vereadora de Rio Branco pelo PMDB
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