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SEE/AC avalia junto com diretores da rede pública alteração no horário de entrada e saída

Devido à volta do fuso horário do Acre, com diferença de 2 horas em relação à capital federal no próximo dia 10, a Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE/AC) avalia, juntamente com os diretores da rede pública de ensino, uma possível alteração no horário de entrada e saída dos estudantes.

De acordo com a diretora de gestão da SEE, Rita Paro, quando o horário foi alterado, em 2008, a decisão de modificar o horário da entrada e saída dos alunos partiu de um consenso entre SEE/AC e diretores de escola.

“Da mesma forma, iremos decidir se volta ao horário antigo. Até o final da semana, a decisão deve ser comunicada à sociedade escolar”, confirma a diretora.

O fuso horário foi alterado em 2008, com a aprovação da Lei 11.662, que reduziu o horário do Acre a apenas 1 hora a menos em relação a Brasília. A mudança, proposta pelo então senador Tião Viana, hoje governador do Acre, não agradou os acreanos porque não houve consulta popular.

Na época, a mudança foi  sob a justificativa de que a população local sofria prejuízos econômicos, sociais e culturais por causa da diferença em relação ao restante do país.

Para os estudantes não sofrerem com a mudança, o Estado alterou os horários de entrada e saída dos alunos, além das repartições públicas. As aulas começaram meia hora mais tarde.

A mudança de horário divide opiniões. O comércio, por exemplo, alega que a alteração não trará benefícios. Outros reclamam que o horário não deveria ser mudado, mas já que mudou e todos estão adaptados, não tem porque voltar.

O acadêmico do curso de educação física, Marcos Souza, ressalta o quanto foi sofrida a adaptação ao novo horário. “Pensei que não fosse me adaptar e agora me revolta ter que passar por tudo isso de novo”, reclama.

População decidiu através do referendo em 2010 que queria o horário de volta
Em 2010, eleitores acreanos participaram de um referendo e 39,2% deles pediram o retorno à hora antiga, enquanto 29,7% eram favoráveis à manutenção do fuso horário em vigor.

Após 2 anos engavetado na Câmara e Senado, na semana passada o projeto das 2 horas de diferença foi aprovado e sancionado semana passada pela presidenta Dilma Rousseff.