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Rio Branco recebe Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

A capital acreana recebe a 8ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura. O evento vai exibir 38 filmes por todo o território nacional. Em Rio Branco, a mostra acontece entre os dias 9 a 14 de dezembro, na Filmoteca Acreana, com entrada gratuita.

Os filmes dividem-se nas categorias: mostra competitiva de longas, médias e curtas, em que as plateias elegem os melhores filmes através de uma votação, Mostra Homenagem – Vladimir Carvalho e Mostra Cinema Indígena.

São filmes em formato digital que circulam, alternadamente, pelas 27 capitais brasileiras e interior do Brasil. Os pontos de exibição variam entre cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, telecentros, entre outros.

Segundo a organização, a filmografia é exibida com closed caption, que possibilita que legendas informem não apenas o que é dito, mas também todos os sons que fazem parte da cena para pessoas com deficiência auditiva. Haverá também sessões com audiodescrição para pessoas com deficiência visual, onde o narrador descreve com o máximo de detalhes o que pode ser visto na cena e o que é indicado fora dela.

O objetivo é utilizar a linguagem para estabelecer um diálogo direto com a população. Além disso, visa fortalecer a educação e a cultura em Direitos Humanos.

Foram mais de 150 inscrições, sendo 24 filmes escolhidos de diferentes países da América do Sul. São 13 longas, 7 médias e 4 curtas. Os temas são referentes aos Direitos Humanos, como inclusão das pessoas com deficiência, diversidade sexual, direito à memória e à verdade, população de rua, preconceito racial, direito ao trabalho digno, entre outros, sempre primando pela qualidade cinematográfica.

O homenageado Vladimir Carvalho é um dos mais importantes documentaristas do país. Nascido em Itabaiana, na Paraíba, e radicado em Brasília, utilizou o cinema, sua grande paixão, como uma forma de pensar e intervir no mundo. Nos últimos 50 anos, dirigiu filmes sempre abordando os destinos do país e de seu povo. Como poucos, Vladimir fez do documentário um ato político e frequentemente poético. Nesta homenagem, 5 de seus mais de 20 filmes serão apresentados.

Neste sentido, também será destaque na mostra produções realizadas por cineastas indígenas. Os 4 filmes escolhidos pela curadoria para a 8ª MCDH na América do Sul são exemplares contundentes da renovação de sua luta política a partir da apropriação da tecnologia por diversas etnias que constituem os povos indígenas no Brasil.

Para acessar a programação completa basta acessar o site: www.sdh.gov.br/mostracinemaedireitoshumanos.