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Projeto de cinema é apresentado e aprovado por socioeducandos em semiliberdade do Casef

Produtor cinematográfico acompanhará os socioeducandos na produção dos vídeos Foto Brenna Amâncio ISECom o projeto Cinema no Centro de Apoio à Semiliberdade, ao Egresso e Família (Casef) elaborado, foi a vez dos adolescentes em medidas socioeducativas conhecerem o trabalho, que fará parte de sua rotina nos próximos dias. Nesta sexta-feira, 10, as últimas definições para a atividade, que visa incentivar jovens em conflito com a lei a produzirem curtas-metragens, foram estabelecidas.

Aproximadamente 30 adolescentes devem participar do projeto, com carga horária de 40 horas, previsto para iniciar no final de janeiro. Além dos alunos em semiliberdade, também contribuirão com os trabalhos algumas meninas internadas no Centro Socioeducativo Mocinha Magalhães, em Rio Branco.

Os participantes assistirão aos filmes propostos pelo ministrador e serão instigados a discutirem a obra. Após isso, irão elaborar um roteiro e produzir curtas-metragens com duração de cinco minutos.

O projeto é uma idealização do produtor cinematográfico, Clemilson Farias, e recebe o apoio do Sesc e da Coordenação de Educação para Direitos Humanos, Cidadania e Diversidade da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE).

“A ideia é distribuí-los em pequenos grupos, para que todos se envolvam na tarefa. Nos vídeos, iremos abordar temáticas sociais. Ao término, os trabalhos farão parte de uma exposição e todos os participantes serão certificados”, afirma Clemilson.

A socioeducanda Maria Rita (nome fictício), 17, acredita que a atividade lhe garantirá oportunidades. “A gente se anima com as novas oportunidades. De repente não é tão estranho sonhar e planejar um futuro melhor”, declara.

O presidente do Instituto Socioeducativo (ISE), Henrique Corinto, destaca o trabalho do governo do Estado e dos parceiros, que possuem sensibilidade para trabalhar com o público de jovens em conflito com a lei. “Essas chances fazem toda diferença para quem está privado de liberdade. É uma forma de aumentar a expectativa de vida e dar a eles uma capacitação”, destacou. (Brenna Amâncio / Assessoria ISE)