Pular para o conteúdo

Acre foi o 2º estado com a menor proporção de patrões em 2010, aponta Censo do IBGE

patrões 1O Acre é o 2º estado onde os seus habitantes que trabalham, proporcionalmente, menos fazem parte do grupo de patrões. Entre todos os acreanos que estão no mercado de trabalho, apenas 0,98% são empregadores. Em outras palavras, de cada 100 trabalhadores acreanos, apenas 1 joga no time dos patrões.

Com tal estatística, o Acre se dá melhor, em termos de chefes trabalhistas, apenas do que no Maranhão, onde o índice de patrões é de apenas 0,90%. Os dados fazem parte do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Continuando o ranking dos estados com menos empregadores, após o Maranhão e o Acre aparece o Amazonas (1,0%), seguido do Piauí (1,02%) e do Pará (1,11%).

Na outra ponta, dos estados com maiores taxas de patrões, o líder é uma surpresa. Nem o estado brasileiro com maior PIB, São Paulo, e nem o 2º com maior número de municípios, Minas Gerais, ocupam o pódio dos empregadores. De fato, o Estado que mais tem patrões é Santa Catarina. Lá, a porcentagem de patrões é de 3,14%. Atrás dos catarinenses vem o Paraná (2,81%), Mato Grosso do Sul (2,60%) e Rio Grande do Sul (2,59%). A potência São Paulo só aparece em 5º lugar, com 2,28%.

O Brasil tem um índice de patrões de 1,97%. Em comparação desta taxa com a realidade local, pode-se dizer que o país tem 2 vezes mais patrões do que no Acre. 

De acordo com o levantamento do IBGE, os fatores mais determinantes para a incidência de empregadores em determinada região depende de fatores como a descentralização econômica, os bons indicadores sociais, independência do setor privado com o público e a migração de mão de obra de outras localidades. A diversificações de postos de trabalhos, regiões bem desenvolvidas e, especialmente, um alto número de pequenos negócios espalhados também contribui bastante.

O estudo também aponta que ter muitos patrões resulta em setores econômicos diversificados (nenhum deles se sobrepõe tanto aos outros), em muitos comércios sólidos, descentralização econômica e desigualdades de renda menores. (Com informações do Portal Terra / Primeira Edição)