Pular para o conteúdo

Léo de Brito diz que oposição é um abismo;oposicionistas afirmam que FPA não é absoluta

 O ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Leonardo de Brito, comentou sobre a ida do Partido da Mobilização Nacional (PMN). De acordo com ele, a oposição está em profunda desunião. Ele também colocou em cheque a aliança firmada entre Tião Bocalom (DEM) e o senador Sérgio Petecão (PSD/AC).

“Sem um projeto que unifique, não se poderia esperar muito mais que isso, pelo que li nos editoriais oposicionistas e da troca de farpas entre seus líderes, esse abismo ainda vai se aprofundar”, e acrescenta: “a aliança Petecão e Bocalom resistirá, uma vez que nenhum dos dois está disposto a abrir mão da candidatura ao governo?”.
 Em uma linguagem parafraseando a utilizada no futebol, Léo de Brito disse que a Frente Popular do Acre deve se apressar para apresentar seus nomes na disputa. O ex-presidente deixa claro que a unidade na FPA ainda não está consolidada, mas que deve trabalhar nessa falha da oposição. “Cabe à FPA aproveitar este momento, consolidar a unidade, anunciar seu time e botá-lo em campo”.

 O senador Sérgio Petecão não comentou as declarações de Brito. Mas em uma postagem nas redes sociais, o senador afirmou que sua pré-candidatura ao Governo está mantida. Ele voltou a insistir em duas candidaturas ao cargo de governador. Para Petecão, isso forçaria levar as eleições para um eventual segundo turno.

“Lá tivemos a oportunidade de mostrar da importância que é termos duas candidaturas ao governo, se é verdade que queremos mudar o governo ditador que esta aí. Fora disso é querer jogar para plateia, estou fora. E mostrei que o problema da oposição não sou eu, e que as minhas posições são claras e transparentes”, disse o senador ao comentar a reunião que teve com a deputada federal Antônia Lúcia (PSC/AC).

 Outro que manifestou descontentamento com as declarações de que a oposição está desunida foi o deputado federal, Henrique Afonso (PV/AC). Em mais um de seus artigos emblemáticos sobre a Frente Popular do Acre, o parlamentar diz que há uma tentativa de desmoralização de seu partido, o PV e seus integrantes. Ele reconheceu que o PV já participou ativamente da FPA, mas atualmente faz parte da oposição.

“Eles não querem que nós do PV alcancemos mais espaço no cenário político do Acre, e nem venhamos a assumir a posição de protagonistas da mudança almejada pelo povo acreano. O PV um dia já foi da FPA, e hoje é um dos partidos de oposição no Acre. É a dialética; coisas da democracia. Hoje nossa posição, é oposição ao que está aí. Ou eles pensam que são absolutos?”, disparou o deputado Verde.