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Omissão perigosa

A partir de agora, não tem mais “diz que me disse” em relação às versões sobre o caso do resgate do sargento na delegacia. Com o início do inquérito, o que se tem que fazer é ouvir todos os envolvidos no caso.

O que precisa ser observada com rigor guarda relação com a condução desse inquérito. Não basta ter resposta rápida. Tem que ser uma resposta justa e plural. Sem conceitos prévios e afastando toda e qualquer “defesa de corporação” ou “interesses de grupos”, o que se quer é esclarecer o episódio por meio da peça inquisitorial para que a Justiça julgue da forma mais coesa possível.

A defesa de uma segurança pública eficaz exige uma busca coletiva. A declaração do procurador-geral do Ministério Público não deixa dúvidas. “Lamentamos profundamente esse tipo de ocorrência porque, além de causar um mal-estar entre as instituições, repassa à população uma desnecessária sensação de insegurança”, assumiu Oswaldo D’Albuquerque. Pode ter sido um ato falho do procurador, sempre afinado com o Palácio Rio Branco. Mas, foi uma frase verdadeira.

Só o que espanta, até o momento, é o silêncio de ONG’s vinculadas à Defesa de Direitos Humanos. Uma omissão perigosa.