Chagas Romão comenta sobre veto e gera polêmica entre Walter Prado e líder do governo

Deputado Chagas RomãoO deputado Chagas Romão (PMDB) comentou sobre o veto governamental ao Projeto de Lei nº 136/2013, que dispõe sobre a imunização de mulheres na faixa etária de 9 a 26 anos com a vacina contra o HPV, de sua autoria.

Segundo o deputado, o projeto era de alcance social e não poderia ter sido vetado. Disse, ainda, que o texto da matéria tratava-se de uma questão de Saúde Pública. Por isso, deveria ter sido levado em consideração pelo Executivo.

“Um projeto que economizaria. Na Saúde se trabalha prevenção. Se tivesse aprovado, ia gastar menos”, disse o deputado quanto à iniciativa do Executivo em vetar o projeto.

O deputado peemedebista continuou seu discurso e teceu críticas aos demais parlamentares que votaram pela permanência do veto governamental. Chagas Romão disse não entender porque os deputados, à época, votaram pela aprovação do projeto e agora vetaram a matéria. “Ele não podia ser derrotado aqui pelos companheiros porque já tinha sido aprovado por vossas excelências nesta Casa. Não entendo como os mesmos companheiros que aprovaram, mantiveram o veto”, desabafou o deputado.

Chagas Romão acrescentou que os parlamentares têm autonomia para votarem e que não devem estar presos ao Executivo para tomarem suas decisões. “O parlamentar tem que ter autonomia. Tem que mandar no seu voto”.

A sessão ficou polêmica quando o líder do governo, deputado Astério Moreira, declarou que não precisaria orientar os deputados a serem da base de apoio ao governo. Ele pediu transparência por parte dos deputados.

“Temos que deixar de ser dúbios. A gente precisa agir com transparência e lealdade. Não vou ensinar deputado da base do governo a ser deputado”, falou o parlamentar sobre a questão dos vetos.

O deputado Walter Prado (Pros) rebateu o discurso de Astério Moreira e destacou que o seu voto contrário aos vetos do governo foram baseados no princípio da representação popular. Prado disse que não usará seu mandato para ‘bajular’.

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