Ao votar no Acre, Marina Silva disse que fez um ‘bom combate’

A ex-senadora acreana que ficou em terceiro lugar na disputa à Presidência da República com mais de 22 milhões de votos no 1º turno, Marina Silva, votou na sua terra natal. Como de costume, ela compareceu à sua seção eleitoral na sede do Incra em Rio Branco cedo, às 9h. A ex-ministra chegou acompanhada de seu pai, do seu marido e de suas irmãs. Ela estava com um semblante calmo, aparentando já ter superado a reviravolta que terminou com sua derrota no 1º turno.

Ao contrário do dia 5 de outubro, a passagem de Marina pelo Acre foi mais tranquila neste 2º turno. Os jornalistas de todo o país e até do exterior que vieram cobrir a votação dela na primeira vez ontem foram substituídos por eleitores acreanos admiradores da figura política de Marina. Militantes do seu partido, a Rede, a tietaram bastante, inclusive com gritos de boas vindas.

Ao votar, Marina Silva comentou sobre a sua participação na disputa presidenciável. Lamentou o nível da campanha e disse que foi muito atacada pelos seus adversários. “Não foi possível ganhar ganhando, mas perdemos ganhando porque não mentimos. Não atacamos e mantivemos os princípios. Não descontruímos ninguém. Não fizemos a campanha do ódio”, completou ela.

Apesar de falar em alternância de poder e dizer que esta é uma tendência no país inteiro, sobre as eleições locais Marina preferiu ficar em ‘cima do muro’. “No Acre eu fico neutra”, declarou ela. Não demonstrou apoio nem a Tião Viana, do grupo partidário que a lançou politicamente; nem a Marcio Bittar, candidato de Aécio Neves, a quem a acreana declarou apoio nacionalmente por acreditar que ele se aproxima mais das suas propostas e ideais.

Para finalizar, Marina afirmou que sai deste pleito de cabeça erguida e com a consciência de que apresentou um plano de governo para resolver os principais problemas do país. Ela disse que, com o fim das eleições, vai se dedicar à luta das suas causas, como a proteção ao meio ambiente, a criação de mais terras indígenas e unidades de conservação e fazer com que programas sociais – como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida – sejam institucionalizados. “Eles devem ser um direito, e não um favor”.

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