Aumento no preço dos medicamentos assusta acreanos

 O novo preço dos medicamentos nem entrou em vigor ainda, mas já assusta os acreanos. De acordo com os farmacêuticos locais, o aumento será repassado ao consumidor a partir da aquisição do próximo lote de medicamentos. De acordo com a determinação, mais de 9 mil itens devem ter o valor alterado em até 7,7%.

Entre os itens que irão sofrer reajuste estão os produtos de uso contínuo ou administrado em caso de doenças graves. Na lista também entram os antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, vasodilatadores e ansiolíticos. Os fitoterápicos e homeopáticos, por sua vez, tem preços liberados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a compra de remédios é o maior gasto de saúde do brasileiro. E, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50% dos consumidores abandonam o tratamento por falta de recursos financeiros.

Informação confirmada pela aposentada Raquel Souza. “Vai ficar difícil fazer qualquer tipo de tratamento com o aumento dos remédios. Eles já não estão baratos e agora com mais esse reajuste”, desabafa a paciente que faz tratamento para asma.

“Boa parte dos remédios encontro na rede pública, mas alguns eu preciso comprar e acho tudo muito caro. Serão tempos difíceis”, prevê a aposentada.

De acordo com o contador, Mauro Nunes, a inflação é a grande vilã dos brasileiros. Primeiro, ele diz que percebeu o aumento no custo da energia elétrica, depois, da gasolina, das compras do supermercado. Agora, espera o reajuste no preço do remédio. “Ainda não estou pensando no que vou fazer, mas vou rever os gastos”, comenta. Para ele, a saída vai ser restringir o consumo dentro de casa.

Os medicamentos que têm o preço tabelado pelo governo sofrem reajuste sempre no dia 1º de abril. A mudança leva em conta a inflação acumulada nos últimos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Tipos de medicamentos

O aumento nos preços ocorrera em três níveis: O nível 1, que tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol – gastrite e úlcera; amoxicilina – antibiótico para infecções urinárias e respiratórias. No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína – anestésico local e nistatina – antifúngico. No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão mais caros medicamentos como ritalina, usada para tratamento do déficit de atenção e hiperatividade e stelara que trata a psoríase.

De acordo com o Ministério da Saúde, a autorização para reajuste leva em consideração as três faixas de medicamento, com mais ou menos participação no mercado farmacêutico. O reajuste segue a lógica de que nas categorias com mais ou menos remédios a concorrência é maior e, portanto, o reajuste autorizado pode ser maior.

Dica para o consumidor são os genéricos

A dica para os consumidores acreanos para driblar o reajuste é apostar nos genéricos, o aumento concedidos a eles será de no máximo 2,7%. Eles são ainda sim, mais baratos e igualmente confiáveis aos de marca e podem ser encontrados em todas as farmácias e drogarias.

Fotos-Odair Leal/A Gazeta
Fotos-Odair Leal/A Gazeta
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