Polícia Civil freia golpe da UTI no Acre

 Uma ação conjunta e articulada entre as secretarias de Estado de Saúde (Sesacre) e Polícia Civil (Sepc) tenta frear a ação de golpistas, que se aproveitam de pessoas fragilizadas pela doença de algum parente para tirar dinheiro delas. Conhecido como ‘golpe da UTI’, a fraude já fez centenas de vítimas pelo Brasil, mas está na iminência de ser brecado no Acre.

Na última quarta-feira, 22, em Rio Branco, segundo o delegado Alcino Júnior, o esposo de uma mulher (que prefere não se identificar) estava internado no Hospital de Urgência e Emergência (Huerb), quando a dona de casa começou a receber telefonemas. O golpista alegou se chamar Marcelo e seria médico da UTI. Disse que precisava de R$ 2,5 mil em dinheiro para um exame, sob a alegação de que o hospital estaria impossibilitado de realizar.

Apavorada, a mulher chamou a direção do Huerb e comunicou o fato, antes de fazer o depósito. O diretor do hospital viu que não existia o suposto médico e comunicou à polícia, que iniciou a investigação.

Os policiais da Polícia Interestadual (Polinter) descobriram que as contas indicadas para depósito; uma é do Mato Grosso e a outra é do Distrito Federal. “Não há indícios de envolvimento de servidores do PS, o golpista faz tudo por telefone a partir dos métodos legais de classificação. Assim que tem acesso ao contato do familiar, extraído da relação de acompanhantes (procedimento padrão) inicia a extorsão”, explica Alcino.

O delegado orienta as pessoas que estejam realizando tratamento na rede pública, a só tomar decisão financeira com o paciente após checar pessoalmente com o médico encarregado do tratamento, ou com a validação da direção do hospital. Alcino lembra que outra vítima alcançada pela investigação chegou a depositar o dinheiro, mas a polícia conseguiu bloquear o depósito junta à instituição financeira e restituir o valor.

“Os titulares das contas já foram identificados, mas há indícios que os criminosos tenham usado nomes de pessoas que perderam documentos para abrir conta na rede bancaria”, esclarece o delegado.

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