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Daniel Zen repudia afirmação de que governo não estaria disposto a negociar com grevistas

 O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Daniel Zen (PT) rebateu na manhã desta terça-feira, 7, a afirmação dos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), na qual o governo do Estado não estaria disposto a negociar o reajuste salarial dos professores da rede estadual de ensino.

“O governador Tião Viana sempre esteve aberto ao diálogo em relação aos professores, porém, é preciso que a classe esteja ciente de que o país enfrenta um momento de crise econômica, na qual acaba por dificultar que o aumento salarial seja concedido”, frisou Zen.



O deputado destacou que a categoria precisa avaliar o momento econômico que o Estado passa atualmente e analisar se há condições do reajuste ser concedido. “Não se trata apenas de querer algo e achar que deve acontecer. O pedido dos professores é válido, é legítimo, porém, a de se levar em conta que não estamos em um bom momento na economia do Estado e também do país”, disse o deputado ao salientar que um acordo neste momento é inviável, pois, corre-se o risco de não ser cumprido pelo Estado.

“Desde que este canal de negociação foi aberto, o governador Tião Viana deixou bem claro que o Acre não teria condição de realizar esse reajuste, pois a possibilidade de ser cumprindo era quase zero”.

Outro ponto questionando pelo líder do governo diz respeito à divulgação dos dados sobre o repasse à área da educação. Segundo ele, as lideranças sindicais estariam fazendo uma interpretação equivocada de dados do Fundeb.

“Infelizmente alguns dirigentes do movimento grevista estão fazendo uma análise distorcida dos dados do Fundeb. O que temos visto são informações sendo deturpadas e repassadas aos professores que resolveram aderir ao movimento grevista. Tem que tratar a informação de forma séria para que se possa fazer seu juízo de valor a partir de dados verdadeiros”, ressaltou Zen ao classificar a ação como “caluniosa e mentirosa”.

Por fim, o deputado comentou que algumas escolas já estão retomando as atividades. “Apenas 10% das escolas estão integralmente em greve. O que temos visto é que este movimento está sim perdendo adesão, pois muitos educadores estão tendo consciência do momento delicado que a economia deste Estado vive atualmente. Agradecemos a compreensão dos professores em entender que o diálogo é melhor do que a radicalização”.

Durante entrevista na manhã desta terça-feira, 7, no lançamento do PAA, o governador Tião Viana afirmou que o Estado não tem condições de conceder o pedido dos professores. “Estamos vivendo um momento delicado, não apenas o Acre, mas todo o país. Infelizmente, o Estado não tem dinheiro para conceder”, falou.

O governador afirmou ainda que as negociações entre o Estado e a classe foram rompidas pela própria categoria. “O movimento é que rompeu as negociações e deflagrou a greve. Mas isso faz parte da democracia. O governo sempre está aberto e sempre recebe para dialogar. Não tem dinheiro. Há uma crise nacional, o Brasil vai sair dela, mas este ano não há qualquer possibilidade de conceder aumento”.

 

 

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