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Professores suspendem greve, mas sindicato afirma que ações devem acontecer até setembro

Os professores em greve desde o dia 17 de junho decidiram em assembleia ocorrida na noite desta terça-feira, 18, suspender o movimento e voltar para a sala de aula. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), as ações de greve continuam, mas a medida foi tomada para que os salários e empregos dos professores fossem garantidos.

A categoria reivindicava 25% de reajuste salarial, pagamento do Programa de Valorização Profissional (VDP) e do piso na-cional para os outros servidores de escola. Além disso, quer um aumento de 20% sobre o piso e a realização de concurso público para cargos efetivos.



“Fim da greve jamais. Vamos continuar fazendo ações e no fim de setembro vamos avaliar como vai ser a negociação e se não for bom para a categoria, vamos continua a greve”, salientou a presidente do sindicato, Rosana Nascimento.

Em coletiva no início da tarde desta quarta-feira, 19, o governador Tião Viana afirmou que o movimento durou cerca de 60 dias e em seu auge atingiu 15% das escolas do Estado.

“Foi uma greve que não encontrou adesão de mais de 80% dos professores, e na Capital mais de 90% não concordaram. Cabem a nós o diálogo e o caminho da superação. Infelizmente, houve um endurecimento da greve, e coube ao governo fazer a defesa dos alunos e tomar medidas a favor do ano letivo e da não perda do Enem”, disse o governador.

O governo também anunciou que um novo calendário escolar está sendo construído para as escolas em greve, com o objetivo de respeitar às 800 horas letivas obrigatórias. Sábados e pontos facultativos serão usados para repor as aulas perdidas.

Durante a greve durou 63 dias, o movimento grevista recusou três propostas do governo durante este tempo. Tião Viana sempre foi bastante claro ao informar que, devido à crise nacional e à redução dos repasses federais, um aumento seria inviável em 2015.

Tião Viana também lembrou que somente a folha de pagamento dos servidores da Educação irá saltar de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões em 2016, com muitas conquistas da categoria junto ao governo.

Aleac intercede e governo garante pagamento de grevistas
A Assembleia Legislativa (Aleac), através do presidente Ney Amorim e da Comissão de Educação, conseguiu intermediar junto ao Governo do Estado o pagamento do salário integral dos 156 trabalhadores da Educação que tiveram o ponto cortado, durante a greve.

Além do abono das faltas, o presidente Ney Amorim também conseguiu que o pagamento dos dias descontados, seja feito através de folha suplementar, conforme anunciado pelo governador Tião Viana na manhã de ontem, durante entrevista coletiva.

O presidente da Aleac, Ney Amorim, destacou a sensibilidade do governador Tião Viana que atendeu a solicitação da Aleac e abonou as faltas dos servidores que estavam em greve, evitando assim, prejuízos para os trabalhadores.

“No momento em que não havia mais diálogo entre os trabalhadores em greve e o governo, fizemos a intermediação, com apresentação de uma proposta. Foram feitas muitas reuniões. Agora, com o fim da greve, procuramos o governador Tião Viana e pedimos ele autorizasse o pagamento dos dias descontados, através de folha suplementar”, explicou.
Ney Amorim ressaltou ainda o empenho da Comissão de Educação, lembrando que mesmo diante das dificuldades para o diálogo, os parlamentares se empenharam para garantir o diálogo entre as partes.

“Quero destacar o empenho dos deputados Daniel Zen, Leila Galvão, Jesus Sérgio, Nicolau Junior e Jairo Carvalho. Eles batalharam muito para garantir o diálogo. Fomos até o limite. Os grevistas chegaram a acampar na Aleac, alguns até dormiram lá. Mas sempre receberam um tratamento especial, com todo respeito e atenção de nossa parte”, disse.

Para Ney Amorim, o momento agora é de garantir o ano letivo, com alunos e trabalhadores empenhados, para que, no momento certo, as negociações visando o reajuste salarial, sejam retomadas.

Governador Tião Viana destaca empenho da Aleac
O governador Tião Viana fez questão de destacar o empenho do presidente da Aleac, Ney Amorim, do líder do governo Daniel Zen e dos demais parlamentares na busca de uma solução para a greve. Ele lembrou que, com o fim da greve, foi procurado pelos dois que pediram a reintegração na folha salarial dos trabalhadores que estavam com ponto cortados e o pagamento integral dos salários.

“Me orgulha muito um presidente da Aleac, como o Ney Amorim, que sempre prioriza o diálogo entre sociedade, governo e política, com o objetivo de assegurar melhorias para nossa população. Também é importante ter um líder como o Daniel Zen que se empenha na defesa dos nossos projetos”, afirmou.

O líder do governo na Aleac, deputado Daniel Zen, que já foi secretário de Educação, elogiou a postura do governador Tião Viana, afirmando que o momento agora é de unir forças para garantir o ano letivo, com um olhar especial para os estudantes que vão fazer o Enem.

“Tão logo soubemos do fim da greve procuramos o governador Tião Viana que aceitou reintegrar na folha os trabalhadores que estavam com pontos cortados, assegurando o pagamento dos salários e evitando prejuízos. Agora, precisamos unir forças para evitar prejuízos aos nossos alunos”, ressaltou. (Agência Aleac)

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