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Aluno que detonou bomba caseira em sala de aula será transferido, afirma coordenador

“Se a sala estivesse cheia, teríamos tido uma tragédia”, afirmou o coordenador o pedagógico da escola Lourenço Filho, Genilson Silva, ao comentar sobre a explosão de uma bomba caseira em uma das salas de aula da escola, ocorrido nesta terça-feira, 8.

De acordo com ele, a bomba foi jogada de fora para dentro de uma sala. A sorte é que era hora do intervalo e não havia alunos no momento da explosão. “Imediatamente, identificamos dois alunos. Um deles portava um isqueiro. Ao ser interrogado por uma das inspetoras da escola, o aluno menor de idade que cursa o 2° ano do Ensino Médio, ficou extremamente alterado e agrediu verbalmente a inspetora”, lembrou o coordenador que acompanhou toda a situação.



Em seguida o patrulhamento escolar foi chamado e levou o aluno a Delegacia do Menor. “Lá ficamos sabendo que ele já tinha passagem por tráfico de drogas e outros delitos”, confirmou Genilson.

Após acordo com os pais do menor envolvido no incidente com a bomba, o coordenador adiantou que o aluno será transferido. “Nos preocupamos com esse perfil de aluno, mas temos que cuidar da coletividade. Não seria interessante manter esse aluno dentro da escola”, declarou Genilson.

Um boletim de ocorrência foi feito para registrar a agressão a servidora. Genilson ressalta que no Mapa da Violência das Escolas, a Lourenço Filho que possui mais de 1 mil alunos, é uma das que possuem mais registro de ocorrências violentas.

O próprio coordenador já precisou mudar de endereço por receber ameaças de morte de alunos da escola. “Conseguimos acabar com o tráfico que havia dentro da escola. Mas, já registramos alunos que trouxeram armas de fogo para matar outro aluno de facção adversária. A situação é bem complicada”, confirmou Genilson.

Apesar dos problemas, o coordenador garante que a escola é o lugar para os jovens estarem. “Não podemos negar a educação aos jovens. Apesar de tudo, é aqui que eles devem estar. E tentamos mostrar para eles que através da educação é possível trilhar um caminho promissor”, concluiu Genilson.

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Fotos: Odair Leal/ A GAZETA

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