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Deputados debatem a liberação de novos medicamentos para tratamento de hepatite no Acre

 Atendendo a um requerimento do deputado estadual Heitor Junior (PDT), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na manhã de ontem, 22, uma sessão solene para debater a liberação dos novos inibidores para o tratamento da hepatite C. O encontro contou com a participação do diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Heitor voltou a destacar que o Acre será o primeiro Estado do país a receber os medicamentos, através do Sistema Único de Saúde (SUS). “Se cada portador tivesse que custear esses medicamentos, gastaria em média R$ 300 mil, o que é praticamente impossível para a grande maioria da nossa população. Estou muito feliz com essa conquista”.



O parlamentar frisou ainda que os Inibidores de protease oferecem possibilidade de cura em até 90% dos casos. “A Aphac tem trabalhado em parceria com a equipe do Ministério da Saúde para avançar no tratamento contra a hepatite. Tenho certeza que juntos vamos lutar para dar uma melhor qualidade de vida para essas pessoas”, disse ao afirmar que até o mês de dezembro os medicamentos serão direcionados ao Estado.

O representante do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, ressaltou que o país vem lutando ao longo dos últimos anos para combater a doença. Ele destacou também o trabalho desenvolvido em relação à Hepatite A. “Avançamos muito no cuidado e controle da hepatite A. Cada vez menos tem se presenciado mortalidade nessa modalidade e isso é uma grande vitória”, disse.

Ele comemora os resultados após a implementação da vacina e realização do tratamento, nos últimos dezessete anos. Outro ponto citado por Fábio foi o trabalho desenvolvido com as mulheres grávidas.

“Temos melhorado o trabalho no pré-natal e isso tem sido importante no trabalho de combate a doença. Em relação à Hepatite B, por exemplo, não temos índice da doença de pessoas abaixo de doze anos. Esses resultados nos alegram”, falou.

A preocupação com a hepatite Delta, típica da região amazônica, também foi debatida por Fábio Mesquita. Ele pontuou que o Ministério da Saúde a fim de se debater alternativas para o enfretamento da doença.

“Estamos debatendo alternativas para enfrentar o tratamento da hepatite D. Da mesma forma que conseguimos avançar nas outras variantes, também conseguiremos nessa”, finalizou.

 

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