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Cerca de 40 crianças internadas do HC ganham festa em comemoração ao seu dia

 Há 30 anos o Hospital da Criança (HC) oferece a tradicional festa para as crianças que estão realizando tratamento, em alusão ao dia 12 de outubro, Dia da Criança. Cerca de 40 crianças participaram da festa. Teve pipoca, bolo, cachorro-quente, brincadeiras, música e muitos sorrisos! A alegria estava estampada no rosto de cada criança. O colorido dos balões e presentes se misturava com o brilho do olhar de cada pequeno.

Coordenadora do grupo de Trabalho de Humanização, Sâmila Barbosa, conta que a intenção é proporcionar um dia de alegria e diversão a crianças que estão no Hospital realizando tratamento de saúde. “O ambiente hospitalar é muito triste, cansativo, monótono. Tem crianças que passam anos fazendo tratamento. Nós queremos proporcionar um dia diferente para elas”, disse.



As crianças que não podem sair do leito hospitalar também participam da festa. Uma equipe de animadores leva as brincadeiras até essas crianças. “Uma equipe de enfermagem vai de leito em leito fazer brincadeiras e levar bolo, cachorro-quente, levamos os presentes”, contou Barbosa.

Todo ano a emoção é diferente. Sâmila destaca que é gratificante participar dessas iniciativas. “A gente se sente muito feliz, maravilhada! Tem criança que recebe alta, mas espera para poder participar da festa”, falou Sâmila.

Ela lembrou ainda que em outra oportunidade, na entrega de ovos de páscoa para as crianças, um deles não sabia o que era aquele presente que estava recebendo. “São crianças muito carentes na maioria das vezes. Ficamos sem palavras em poder proporcionar esses momentos para elas”, recordou emocionada Barbosa.

A diretora Geral do Hospital, Rossana de Oliveira, conta que a festa é uma tradição do Hospital. “A ideia é tonar um dia mais feliz, um momento recreativo. Toda crianças gosta de brinquedo, de festa!”. Ela afirma ainda que momentos como esses ajuda a diminuir o tempo de internação e tratamento dos pacientes.

“Não é porque ela está em uma unidade hospitalar que ela deixou de ser criança. Muitas vezes os pais ficam entristecidos, pois esse era para ser um momento alegre e não podem. Por isso nós proporcionamos esses momentos para as crianças e também para os pais. A gente vê que o rostinho de cada criança se transforma, o semblante muda”, concluiu entusiasmada a diretora.

Um dia de diversão

O agricultor Valdeli, pai da Raíssa, de 11 anos de idade, conta que os dias de recreação e festa auxiliam no tratamento de todas as crianças da unidade hospitalar. “Um gesto de amor e carinho por qualquer criança significa muito! Ajuda até nós, acompanhantes. Quando estou aqui dentro sou outra pessoa”, expôs.

Valdeli aproveita o momento para agradecer toda a equipe do Hospital. Segundo ele, sua filha sempre foi muito bem atendida. “Eu não sei todos, mas eu digo que do recepcionista ao médico, todos me tratam com respeito e carinho. Eu considero uma família”, destacou emocionado.

Com os olhos brilhando, acompanhando cada momento da festa, o filho do caseiro, Francisco Antônio, aproveita o momento para fazer o que sempre deseja: brincar com as outras crianças. “Quando ele está lá no leito ele fica chorando pra poder brincar com as outras crianças, fica ansioso”, comentou.

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Fotos: ODAIR LEAL/ A GAZETA
Fotos: ODAIR LEAL/ A GAZETA

 

 

 

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