Centrais sindicais reúnem com deputados estaduais para tratar sobre a PEC 241

 Integrantes de sindicatos, centrais sindicais e movimentos da sociedade civil organizada reuniram-se com os deputados estaduais na manhã de quarta-feira, 19, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O encontro teve como objetivo tratar sobre a PEC 241/2016, aprovada em primeiro turno no último dia 10 na Câmara Federal, que estabelece teto para gastos sociais por 20 anos.

Na oportunidade, o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Acre, Franklin Albuquerque, conclamou os parlamentares estaduais, federais e senadores acreanos a suscitar um debate em torno do assunto com a sociedade. Ele afirmou que a matéria prejudica investimentos em área importantes para o desenvolvimento do Estado.

“O Governo Federal apresenta como única saída para a crise econômica justamente aquela que ataca brutalmente os investimentos em áreas consagradas como essenciais e prioritárias pela Constituição e mostra-se irresponsável o suficiente para desconsiderar circunstâncias óbvias, tais como: crescimento populacional constante e a complexidade das necessidades básicas da população. É necessário que se realize um debate lúcido, técnico com toda a sociedade. A população precisa saber o quão prejudicial é essa PEC”.

O presidente do Sindicato de Policiais Civis do Estado (Sinpol/AC), Itamir Alisson, destaca que a categoria repudia os parlamentares acreanos que votaram a favor da Proposta. “Essa PEC é absolutamente maquiada pelo Governo Federal, e os deputados que votaram a favor jogam essa ideia como verdadeira e nós sabemos que não é. Em nossa opinião, esse deputados traíram o povo do Acre”.

O deputado Daniel Zen (PT) declarou apoio às entidades quanto à realização de debates para tratar sobre a matéria. Zen tem sido um dos deputados estaduais contrários a aprovação de PEC 241.

“Confesso que estava me sentindo um pouco sozinho nesse debate. Fico feliz em perceber que outras pessoas dividem comigo esse sentimento de revolta por essa PEC. Essa votação ‘a toque de caixa’ não permitiu que um debate sério fosse realizado. É de extrema valia que essa conversa com a sociedade ocorra, pois essa matéria trata-se de um verdadeiro ataque ao povo brasileiro. Há uma série de coisas que não estão claras na proposta. A população precisa se manifestar e cobrar dos parlamentares que não aprovem isso”, disse o líder do governo.

Antes da reunião com os deputados, as centrais sindicais realizou protesto em frente ao Palácio de Rio Branco. Na ocasião, eles atearam fogo em bonecos dos deputados federais Major Rocha (PSDB), Alan Rick (PRB), Flaviano Melo (PMDB) e Jessica Sales (PMDB) que votaram a favor da PEC da Morte, como tem sido chamada.

O presidente da Sintratel, Abílio Bento frisou que “o objetivo da manifestação foi demonstrar indignação com a PEC que institui o congelamento dos investimentos para Saúde, Educação, Assistência Social, proporcionando uma redução dos recursos, ao longo de 20 anos, e proporcionando um retrocesso nessas áreas”.

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