Senador Jorge Viana pede fim da cobrança pelo despacho de bagagens

 O senador Jorge Viana (PT-AC) comentou na manhã de ontem, 7, durantes sessão no Senado Federal acerca da resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que introduz no País a cobrança por malas. Ele lembrou que a partir do dia 14 de março às companhias aéreas cobrarão um valor extra para o despacho de malas.

Viana pediu a intervenção da Casa Legislativa quanto ao assunto.  “Fiz uma fala na reunião de Líderes, pedi ao Presidente Eunício e ao Colegiado de Líderes que possam intervir imediatamente. Além de pagar uma passagem cara, agora teremos, caso seja levado adiante essa estratégia, essa decisão da Anac, um custo a mais para ir e vir num País continental como o nosso, usando o transporte aéreo”.

Ele lembrou que o Senado aprovou no ano passado uma proposta do senador Humberto Costa (PT-PE) para sustar a deliberação da Anac, mas esse projeto está parado na Câmara dos Deputados.

“O Senador Humberto apresentou uma resolução que eu subscrevi. Trabalhamos aqui no plenário. Votamos, suspendendo a resolução da Anac, para que se pudesse discutir melhor a aplicação dessa resolução para o País, para os usuários. A Anac não aceitou. Infelizmente, a matéria está dormindo nas gavetas a Câmara dos Deputados”.

O senador sugeriu uma alternativa à cobrança extra. Para Jorge Viana, ao invés de valer para todo o país imediatamente, uma experiência poderia começar em voos curtos, como os de ponte aérea. “Funciona na Europa? Funciona em voos curtos, mas num país continental como o nosso é aumento no preço da passagem aérea, disfarçado”.

Por fim, ele destacou a realização de uma reunião com a direção da Anac. “Eu sempre lutei para que as companhias aéreas pudessem ter uma melhor condição de operar, para que tenhamos menor custo para os impostos nos combustíveis, porque eu acho que temos que ter bom senso. Agora, não dá para concordar com essa atitude da Anac. Iremos convocar uma reunião com a direção da Anac para discutir sobre o assunto. Eu acho isso um abuso, um desrespeito com o Senado e espero que essa resolução não entre em vigor dia 14”.

Assuntos desta notícia