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Alunos protestam e pedem justiça a jovens que morreram após sair da Expoacre

Ao menos 300 alunos da Escola João Mariano fizeram um protesto na tarde desta quinta-feira, 16­, pedindo paz e justiça pela morte dos adolescentes que desapareceram no último dia 5 de agosto após sair para a última noite da Expoacre, em Rio Branco. Os manifestantes também pediam paz no bairro Taquari, no 2º Distrito da capital, onde moravam os jovens.

A concentração da passeata foi feita na frente escola e depois os estudantes seguiram pelas ruas do bairro até o local onde foi achado, no dia 9 de agosto, o corpo de Isabele Silva Lima, de 13 anos. No local, cantaram e fizeram orações.

A diretora da instituição, Sônia Amélia, explicou que Isabele e Amanda Gomes, de 13 e 14 anos, estudavam na escola desde o ensino fundamental. Já Vitor Vieira de Lima, de 18 anos, era um ex-aluno. O corpo de Vitor foi achado dois dias após o desaparecimento dentro de um poço no bairro Taquari, onde os três adolesentes moravam. Lima tinha várias perfurações pelo corpo e estava com as mãos amarradas.

“É muito chocante uma violência dessa contra pessoas tão novas. Essa passeata aconteceu principalmente a pedindo dos alunos, pois as meninas eram nossas alunas. Os pais da Amanda também participaram. Queremos paz, queremos justiça”, destacou a diretora.

Os alunos levaram cartazes para as ruas e pediram que o crime não fique impune, outros pediram o fim das tragédias nas vidas dos jovens no Acre.

“São nossas alunas desde pequenininhas. Elas moravam perto da escola, conhecemos a família, elas fazem parte da história da escola. Quando falaram que um corpo foi achado foi difícil conter os alunos, todos conheciam a Isabele e ficaram muito tristes. Só queremos paz, chega de tragédias”, pediu.

Investigações

O coordenador da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Rêmulo Diniz, contou que as investigações do caso estão sob sigilo. Diniz apenas detalhou que tem uma equipe destacada exclusivamente para o caso e já foram feitas buscas em três pontos.

“Foram pontos indicados via denúncia 181 e buscamos que a população colabore. Não logramos êxito em encontrar nem o corpo e nem a pessoa, mas esperamos que ela esteja viva e estamos em campo”, acrescentou.

O delegado disse também que continua ouvindo testemunhas e familiares para buscar informações do paradeiro. Diniz não quis falar qual a principal linha de investigação da polícia.

“Temos recebido algumas informações desencontradas, mas não podemos descartar nenhuma possibilidade. Trabalhamos com a possibilidade dela estar viva até os últimos instantes. Esperamos ter um desfecho feliz sobre isso”, concluiu.

A Gazeta do Acre: