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Pesquisadora volta a defender suspensão da vacina contra HPV

Após pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) concluírem que a vacina contra o HPV não foi causa das reações causadas em adolescentes acreanas, uma cientista da mesma universidade, Maria Emília Gadelha, voltou a defender a suspensão imediata da vacina.

Em novembro do ano passado, após meses de investigação de 74 casos notificados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), os pesquisadores afirmaram que o medo da vacina pode ter sido um gatilho para o desenvolvimento dos problemas de saúde.

Contudo, na mesma época, Gadelha alertou sobre os perigos da vacina. Nesta semana, em entrevista ao ac24horas, a médica falou que as reações da vacina vêm sendo observadas em vários países como Japão, Colômbia, Espanha e Estados Unidos, desde 2006, quando a vacina começou a ser distribuída.

No Japão, por exemplo, a vacina saiu do calendário três meses após relatos de problemas causados às pessoas imunizadas.

“Essa vacina é perigosa, tem riscos graves e irreversíveis, o que não justifica o ato da vacinação”, afirmou ela, ao acrescentar que as jovens afetadas correm risco de morte.

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), já foram registradas 567 mortes e 180 tentativas de suicídios associados à vacina do HPV.

“O motivo da suspensão imediata se baseia no número alto e na gravidade dos eventos adversos que já deixaram milhares de jovens anteriormente saudáveis com sequelas irreparáveis no Brasil e no mundo, e que levaram até mesmo ao óbito. Esses dados alarmantes estão no banco de dados de eventos adversos de medicamentos da própria OMS”.

As garotas apresentaram sintomas como dores de cabeça e nas pernas, febre, desmaios, convulsões, sangramentos, desmaios, depressão, crises epiléticas, distúrbios psiquiátricos graves, fraqueza das pernas, dentre outros. Em casos mais graves, como ocorre no Acre, as jovens precisam usar cadeira de rodas.

Por que a vacina do HPV continua sendo oferecida?

Questionada sobre a insistência do governo em continuar ofertando a vacina, a pesquisadora explica que há conflitos de interesses com a indústria farmacêutica.

“Vários estudos que estão na literatura médica alegando a segurança da vacina do HPV foram patrocinados pela indústria farmacêutica. Você não pode, enquanto profissional de saúde, atestar a segurança de algo pelo qual você é remunerado. Isso é contra o código de ética médica”.