ARTIGO – O poder de destruição das epidemias

A possibilidade de que tenham havido CIVILIZAÇÕES (O QUE IMPLICA EM ESCRITA) na bacia amazônica vem sendo cada vez mais corroborado por prospecções arqueológicas. Essas populações (cidades inteiras) teriam sido dizimadas por vírus e bactérias que teriam sido introduzidas no continente a partir do litoral, pelo homem europeu. E a floresta teria crescido e encoberto tais evidências arqueológicas até hoje.

O CAPITALOCENO OU ANTROPOCENO, como um exemplo do conceito de Krenak de que todo dia é o fim de UM MUNDO. O fim do mundo para essas possíveis CIVILIZAÇÕES teria sido selado por epidemias transmitidas por um povo com o qual sequer travaram contato. Com exceção desse relato famoso que foi considerado fantasioso por muito tempo. A transmissão teria se dado por indígenas de povos litorâneos que viajavam constantemente através do Brasil, que era um território culturalmente tão profícuo quanto os Andes.

Os relatos dos primeiros europeus a descerem o Rio Amazonas descrevem cidades mais populosas dos que as da Espanha, na época, e um desenvolvimento artístico que deixaram os espanhóis embasbacados.

Por muito tempo acharam que esse relato de uma espécie de estado-nação amazônico era mentira, mas recentemente achados arqueológicos indicam que era verdade, mas que mais de 90% dessa população foi dizimada por epidemias. Não sei mais o que pensar disso, mas se for real invalida tudo o que aprendi sobre história do Brasil durante toda minha vida. Chocada estou!



* Beth Passos é jornalista 

E-mail: [email protected]

Assuntos desta notícia