Artista plástico lança a exposição “Um olhar artístico sobre a cidade de Rio Branco”

A exposição “Um olhar artístico sobre a cidade de Rio Branco”, do artista visual Natalino Santos, será lançada no próximo dia 27, às 19h, na capital acreana. Após aberta a mostra, os interessados podem conferir o trabalho de perto, do dia 28 de outubro ao dia 11 de novembro, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, na sede da Associação dos Artistas Plásticos do Acre (AAPA), que fica localizada na Avenida Getúlio Vargas, 554, sala 1, anexo à Prefeitura de Rio Branco.

 

SOBRE O PROJETO

O projeto “Um olhar artístico sobre a cidade de Rio Branco” é uma oportunidade oferecida pelo Edital do Fundo Municipal de Cultura 04/2019 – Área de Arte, através da Fundação Municipal de cultura Garibaldi Brasil (FGB). Trata-se da retratação das vivências do artista visual Natalino Santos que deu seus primeiros passos artísticos, em 1999, ao observar atentamente os artistas de referência da época, tais como Hélio Melo, Rivasplata, Dalmir Ferreira, José Matos, Darci Seles e, principalmente, o saudoso Jorfrannas, que era um artista diferenciado.

Artista visual Natalino Santos (Foto: Cedida)

Natalino realiza boa parte de suas pinturas e desenhos nas calçadas das ruas de Rio Branco, de modo a retratar pessoas, prédios e paisagens, fato este que lhe aproximava do público que parava, a todo o momento, para apreciar a performance do artista produzindo suas fascinantes obras de arte. A influência dele foi, sem dúvida, um estímulo para que outros artistas surgissem e desenvolvessem suas artes.

“Não poderia deixar de registrar minhas experiências através de participações em exposições e andanças pelos demais municípios acreanos por meio de outros projetos como Caravana das Artes e Jamaxi Cultural, onde tive o prazer de realizar performance através da pintura ao vivo em tempo real”, diz o artista ao declarar, ainda, que é gratificante perceber o olhar atento dos apreciadores que, de forma subjetiva, fazem seus juízos de valores por meio da leitura dos elementos ali representados.

Artista durante o trabalho no Centro cultural Lídia Hammes que resultou na obra intitulada: “linha do tempo, Aeroporto Velho” (Foto: Cedida)

Nesse sentido, a comunicação fica ainda mais evidente quando feito nas calçadas onde o número de pessoas que transitam é bem maior do que em uma galeria de arte, onde nem todos têm acesso. Exemplo disso pode ser visto na sinceridade das crianças que, ao observarem um trabalho como tal na rua, puxam o vestido da mão para torná-la atenta ao que está sendo pintado pelo artista.

Partindo destes princípios é que foi idealizado este projeto, que teve por objetivo retratar dez pontos da Cidade de Rio Branco como o Terminal Urbano, Praça da Revolução, Novo Mercado Velho, Caixa de Água da Seis de Agosto, Terminal Central, Centro Cultural Lídia Hammes, Praça do São Francisco, Camelodrómo, Mercado dos Colonos Senadinho e Horto Florestal. Contudo, a proposta não foi representar de forma realista estas paisagens urbanas, mas sim usar da linguagem artística como um símbolo metafórico para trazer reflexões sobre a ação do ser humano no meio ambiente.

As pinturas estabelecem interconexão por meio da metáfora entre as complexas e sensíveis relações históricas e as vivências do ser humano, suas ocupações, em seu amplo sentido de posse, ofício e lugar, o que causa muitas das vezes vários problemas ambientais tais como desmatamento, extinção de algumas espécies poluição dos rios, igarapés e enchentes.

Confira algumas das obras que estarão em exposição:

Terminal central “linha do tempo, alagação 2015” (Foto: Cedida)
Novo Mercado Velho “linha do tempo II” (Foto: Cedida)
Caixa de Água da Seis de Agosto “linha do tempo, Seringal Volta da Empresa” (Foto: Cedida)
Camelódromo (Foto: Cedida)
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