Coluna Luiz Theodoro – 10/02/2021

Bota fora presidencial

O clima entre o presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão continua ruim. Na última terça-feira, 9, o general deixou de participar de uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. As informações são da Folha de S. Paulo.

O encontro não estava na agenda oficial e, além de Mourão, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, também não compareceu à reunião, porque cumpre agenda no exterior.

O convite foi feito individualmente para cada pasta, para não precisar convidar o vice-presidente. Bolsonaro já desautorizou declarações de Mourão e já declarou que desconfia que o general vaze informações para a imprensa.

Auxílio Emergencial I

O comando do Congresso sinalizou na terça-feira, 8, que quer uma via expressa para a retomada do auxílio emergencial. Os gastos com o benefício devem ficar de fora do limite do teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Além disso, ao contrário do que defende o ministro da Economia, Paulo Guedes, a nova rodada do auxílio não deve prever contrapartidas, como a aprovação de medidas de controle de gastos.

Auxílio Emergencial II

Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acenou com a possibilidade de o Congresso abrir uma “excepcionalização temporária” do Orçamento para garantir o pagamento de novas parcelas do auxílio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi além. Disse que não é possível condicionar a concessão do benefício a medidas de ajuste fiscal, com o argumento de que a emergência e a urgência da situação não podem esperar. Em entrevista à GloboNews, Pacheco disse que o cenário pode ser diferente em três ou quatro meses, com o aumento da imunização, mas agora ele é urgente.

A verdade I

O médico Luiz Henrique Mandetta, 56 anos, deixou o comando do Ministério da Saúde em abril de 2020, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro por causa de seus méritos profissionais e seu apego à ciência. Desde então ele tem sido um observador atento e um crítico ferrenho do governo. Com conhecimento da máquina federal, Mandetta não tem dúvidas de que Bolsonaro comanda hoje uma operação permanente para sabotar qualquer alternativa científica de controle da pandemia. “A cloroquina é uma questão política, não é técnica. Com ela, o governo justifica sua inércia na prevenção, na testagem e na compra de vacinas, que ele sabotou”. Por conta disso, o Brasil está agora exposto a uma nova megaepidemia causada pela variante amazônica do coronavírus.

A verdade II

Mandetta aposta que o ministro Eduardo Pazuello, diante de tantas barbaridades, tem os dias contados no cargo. Ele acompanhou as eleições que definiram os presidentes do Senado e da Câmara e acha que a escolha do nome do substituto do general virá do Centrão. “Mas a figura que vai dar a cara para o ministério, é secundária.” O Centrão quer dominar toda a estrutura administrativa e ter ministério de porteira fechada.

Nova emergência

O recrudescimento da Covid-19 pressiona o governo a introduzir uma nova rodada de auxílio emergencial para evitar o caos social provocado pela falta de renda das famílias. É consenso que a miséria absoluta em que se encontravam pelo menos 63 milhões de brasileiros no ano passado só foi aplacada graças à ajuda de R$ 600 mensais. Assim, o Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema em 2020 para 4,5% da população (ou 9,4 milhões de pessoas), o mais baixo número da história. Com o fim da medida, no entanto, a pobreza extrema volta a bater à porta de milhões de pessoas. Em janeiro, 27 milhões voltaram à condição de pobreza extrema novamente.

Crise

Bolsonaro diz que um novo auxílio emergencial quebrará a economia e que se ele tiver que ser reintroduzido verbas de outros setores essenciais, como na Educação e na Segurança, precisarão ser cortadas. Guedes, porém, acha que novos tributos deverão ser introduzidos, como é o caso da nova CPMF.

Mudança na corte

O presidente do STF, Luiz Fux, queria que a sessão de reabertura do tribunal na segunda-feira, 1, fosse virtual por causa da Covid, mas Bolsonaro fez questão de comparecer, obrigando a Corte a promover um evento híbrido: alguns ministros participaram remotamente.

De fora

Descartado como vice na chapa de Bolsonaro para 2022, e tido como persona non grata no gabinete presidencial após um de seus assessores ter articulado o impeachment, o general Mourão deve ser candidato ao Senado.

Em queda

No momento em que a popularidade de Bolsonaro despenca, por causa da sua desastrosa política contra a Covid-19 e, sobretudo, devido à sua insidiosa posição antivacina, o governo federal, com o ministro Fábio Faria à frente, lança uma campanha publicitária milionárianos meios de comunicação bolsonaristas para melhorar a imagem do mandatário. Serão gastos R$ 30 milhões a pretexto de orientar a população sobre a vacinação, com o título “Brasil imunizado, somos uma só Nação”. Nada mais falso. Bolsonaro sempre foi contra a vacina, repetindo várias vezes que não se vacinaria, chegando à criminosa recomendação paraque as pessoas não se imunizassem para não virarem “jacaré”. Todos sabem que ele defende mesmo é a cloroquina, a aglomeração e se lixa para o uso da máscara.

“Vachina”

Dificilmente a campanha de Faria conseguirá apagar os danos que Bolsonaro já provocou ao imunizante, chamado por ele de “vachina”. Chegou a obrigar o general Pazuello a cancelar contrato para a compra de 46 milhões de doses
da Coronavac por ela ser a “vacina chinesa do Doria”. Agora, do dia para a noite, ela transformou-se na “vacina do Brasil”.

Queda livre

A popularidade de Bolsonaro nos dois primeiros anos de governo, de 31% registrados agora em janeiro, é uma das piores entre todos os presidentes que conseguiram se reeleger. A de Fernando Henrique foi de 47%, a de Lula chegou a 45% e a de Dilma atingiu 67%.

Visto americano 

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Mercedes Barbosa usou as redes sociais para fazer uma linda homenagem ao seu pai, o pecuarista Wilson Barbosa. Na foto ele com a família.

Débora Taumaturgo curtindo merecidas férias em Búzios, no Rio de Janeiro.

Linda de viver, Jocely Abreu para iluminar a coluna desta quarta-feira de inverno amazônico.

Meus pêsames aos ex-governadores Jorge e Tião Viana pelo falecimento de sua querida mãe Silvia Macedo das Neves. Eu já passei por isso e sei a dor que fica no coração! Ela aqui na foto com toda da família e os netos.

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