Idosos com mais de 90 anos e profissionais de saúde são grupos prioritários das novas doses de vacinas

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), explica que a campanha de vacinação contra a Covid-19 encontra-se na primeira etapa, sendo que as doses da Coronavac que chegaram nesta segunda-feira, 8, fazem parte da fase 4.

Idosos com mais de 90 anos, profissionais de saúde e idosos com 80 ou mais, acamados ou que não têm condições de locomoção, são os grupos priorizados pelo Ministério da Saúde, como explica a coordenadora do PNI no Acre, Renata Quiles.

Grupos prioritários da etapa 4, da primeira fase da campanha de vacinação contra a Covid-19 (Imagem: Ilustração)

“O Ministério da Saúde nos comunica sobre o público-alvo e quantidades de doses um dia antes da chegada delas. Por isso, não temos como definir outras fases”, salienta.

Renata explica ainda que “metade das doses da primeira remessa veio para os indígenas aldeados, ou seja, as equipes precisam se deslocar às aldeias e ficam lá por vários dias, até que retornem com a produção, tendo ainda que inserir no sistema”.

De acordo com a coordenadora, a meta de vacinação para os trabalhadores de saúde é de 18 mil pessoas. “Isso gera um desgaste para gestores de unidades, pois eles têm que ficar decidindo quem é mais prioridade em um universo onde todos são prioridade”, relata.

Em relação aos idosos acamados, Renata Quiles explica que a logística é trabalhosa e exige cuidado, pois “as equipes têm que se deslocar em visitas domiciliares, tentando manter um trajeto com mais proximidade, porém, quando se trata de um idoso acamado, não podemos invadir a casa, vacinar e sair num ato mecânico. Esse paciente, por sua condição de saúde, requer respeito, desaceleração, orientação e cuidado”.

Juntando todos os protocolos que os profissionais da Saúde precisam seguir, Renata atenta ainda para outras questões, que dificultam a organização das atividades. “Tudo isso em um estado onde a realidade geográfica e climática, entre outras, não se assemelha ao restante do país”, observa. (Taís Nascimento / Secom Acre)

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