“O problema não está nas empresas”, diz presidente do Sistema Fecomércio/AC sobre o aumento de casos de Covid-19

O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, Leandro Domingos, disse, em entrevista ao Jornal Gazeta 93, transmitido na manhã desta segunda-feira, 8, na Rádio Gazeta 93,3 FM, que fechar empresas não é a solução para o problema causado pela pandemia do novo coronavírus. Essa medida, segundo ele, vai “quebrar” muitos estabelecimentos.

Domingos fez uma análise do ano de 2020 e todos os seus percalços. Ele sabe que a chegada de uma vacina que atinja a todos é a melhor esperança de que a economia volte a crescer de forma plena. “Este vírus gerou imensas perdas. Do lado humano muitas vidas foram ceifadas e do lado empresarial muitas empresas perderam seu capital e algumas tiveram que encerrar seus negócios. Não vemos perspectivas de vacinação em massa, já que a vacina é demandada pelo mundo inteiro. Não podemos pensar em atividade econômica plena enquanto o povo não estiver imunizado. Sempre estaremos a mercê do fechamento de empresas como medida preventiva da contaminação contra a Covid-19”.

Leandro Domingos fez uma análise sobre a decisão do Governo do Estado que decretou o fechamento das empresas que comercializam produtos considerados não essenciais (Foto: Assessoria)

Em contraponto ao fechamento de empresas, ele sugere que os governos federal, estadual e municipal ampliem a sua rede de atendimento aos pacientes da Covid-19 instalando mais leitos, UTIs e contratando mais profissionais. “Poderia, inclusive, negociar com o CRM para a contratação temporária dos médicos formados no exterior e que ainda não têm registro naquele órgão. Basta colocar esses profissionais para atuarem nos casos de menor complexidade”.

O presidente do Sistema Fecomércio/AC afirmou ainda que o Governo Federal não suporta mais gastos, pois está com uma dívida imensa que deverá, futuramente, ser paga por toda sociedade brasileira. “Não vislumbramos apoios como acontecera em 2020”, aponta.

Segundo Domingos, o aumento dos casos de infectados pela Covid-19 obrigou o Estado a decretar o fechamento de empresas que comercializam produtos não essenciais. Contudo, acredita que essa não seja a melhor solução para resolver o problema. “Esta decisão tem causado imensa insatisfação por parte dos empresários que já não suportam tanto sacrifício. Sabemos que a doença mata, e mata muito, mas a fome e a depressão também matam. Ambos causam grande sofrimento. A história da pandemia do coronavírus tem mostrado que fechar empresas não resolve o problema, nem ameniza. O problema não está nas empresas. Esta pandemia vai durar muito tempo, infelizmente. Então, vamos quebrar as empresas ou vamos buscar uma forma de compatibilizar a pandemia e a atividade econômica?”, indagou. (BRENNA AMÂNCIO / Da Redação A GAZETA)

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