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Em Brasília

Acreano vai representar o estado em campeonato nacional de Kung Fu wushu

O vice campeão brasileiro, Enoque Ferreira, de 26 anos, viaja para Brasília nesta terça-feira,7, para representar o Acre no 31° Campeonato Brasileiro de Kungfu Wushu

Acreano de Rio Branco, Enoque começou a lutar aos 15 anos de idade, para aprender a se defender das agressões que sofria na escola.

O vice campeão brasileiro, Enoque Ferreira, de 26 anos, viaja para Brasília nesta terça-feira,7, para representar o Acre no 31° Campeonato Brasileiro de Kungfu Wushu. O atleta contou  sua história e pediu apoio para financiar sua participação em uma matéria no site A Gazeta do Acre em novembro deste ano.

Acreano de Rio Branco, Enoque começou a lutar aos 15 anos de idade, para aprender a se defender das agressões que sofria na escola. Hoje, ele é atleta profissional, vice-campeão brasileiro de Kung Fu wushu e é instrutor de Box Chinês, em uma escola da Capital.

Nesta semana, ele vai competir na categoria de até 80kg e afirma que os treinos, no CT Pitt Bull, estão intensos para trazer a medalha de ouro. “Estou treinando todos os dias e todos os dias, estou dando o meu melhor pra eu conseguir fazer uma boa luta. Espero trazer um resultado positivo para nosso Acre, pois treinei bastante”, comenta.

Sem competir nacionalmente desde o início da pandemia, Enoque comemora a volta ao tatame. “Para a gente que é atleta, competir depois de uma pandemia, de uma atribulação dessa, é muito bom para conhecer o nível dos atletas, da competição, conhecer outros atletas. E mostrar o nosso trabalho, para o que o Acre veio”, declara.

Incentivo ao esporte

Desde 2017, Enoque Ferreira se tornou um atleta de nível nacional, mas a falta de apoio e incentivo lhe impedira de chegar mais longe. Em 2018, o acreano chegou a ser titular na Seleção Brasileira de Box Chinês, mas não permaneceu por não conseguir arcar com os custos. Recentemente, a Seleção Brasileira de Kung Fu Wushu o convocou para uma competição sul-americana, da qual também não conseguiu participar.

“Eu só consigo ir para as competições nacional quando alguém me ajuda com as passagens e hotel, porque eu não tenho de onde tirar, vivo do esporte e sem apoio fixo de ninguém”, explica Ferreira.

Felizmente, dessa vez, ele conseguiu apoio e patrocínio de algumas empresas e profissionais, como a reumatologista Talita Ribeiro que bancou as passagens de ida e volta para Brasília. Enoque recebeu também o patrocínio da Lume Engenharia, da empresa Aqua Consistência Genética e da nutricionista Dra Suzeni.

“Se não fosse por ele eu nem iria estar lá representando o Acre. Quero agradecer também meu mestre Adgferson PITT BULL que estar comigo na minha preparação para o campeonato brasileiro. Quero agradecer o professor de boxe Olímpico Roger coelho, ao professor Macário, ao professor Gabriel Aguiar, à minha nutricionista Dr.Suzeni por estar cuidando da minha alimentação”, agradece.

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