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COVID-19

Acreanos desrespeitam normas sanitárias e circulam pela capital sem máscaras de proteção

É importante lembrar que mesmo com a diminuição no número de infectados, a população deve continuar se protegendo

Em setembro de 2020, o governo estabeleceu a obrigatoriedade do uso da máscara em todo o Estado. (Foto: Dell Pinheiro)

A máscara deve continuar sendo utilizada mesmo com o avanço da vacinação contra a pandemia do novo coronavírus, assim como alertam os médicos especialistas na área de infectologia. Na capital acreana, a flexibilidade para o uso do equipamento de proteção facial em ambientes públicos, após a adoção do passaporte sanitário, fez com que muitas pessoas abolissem a sua utilização, o que pode ser constatado no Centro da cidade.

“Nunca gostei de usar máscara, me sinto sufocado. Já tomei todas vacinas e acredito que não ‘pego’ mais essa doença. É muito alarde que as pessoas fazem sobre o vírus. Sei que já matou muita gente, mas tenho fé em Deus que não vou ser infectado. Agora, nada contra o uso da proteção, só que não consigo me acostumar”, disse o vendedor Francisco Morais, de 58 anos.

A trabalhadora autônoma, Lurdes da Silva, de 53 anos, comentou que usa a máscara de vez em quando, mas que prefere ficar sem a proteção. “Já usei muito a máscara, mas sempre que posso tiro do rosto. Acredito que com o avanço da vacinação, a circulação do vírus diminuiu muito na cidade. Já fui contaminada e tomei a vacina. Acredito que não vou ser mais infectada”.

No Acre, o decreto com a nova regra que obriga a apresentação da carteirinha de vacinação comprovando a imunização contra a doença para ter acesso a repartições públicas e eventos com mais de 100 pessoas, passou a valer desde o dia 29 do mês de novembro deste ano.

Em setembro de 2020, o governo estabeleceu por meio da Lei de n°3.647, a obrigatoriedade do uso da máscara em todo o Estado, seja em espaços públicos ou privados, prevendo o pagamento de multa em caso de descumprimento da norma.

É importante lembrar que mesmo com a diminuição no número de infectados e o avanço da vacinação, a população deve continuar se protegendo, principalmente com o surgimento da nova variante da doença, a Ômicron.