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sem acordo

Trabalhadores da Saúde paralisarão atividades por 72 horas a partir desta terça, no Acre

O protesto dos servidores se estenderá até a quinta-feira, 9, quando será realizada uma nova assembleia.

Trabalhadores da saúde de todo o Estado decidiram paralisar as atividades nestes dias, 7, 8 e 9 de dezembro, após assembléia geral realizada na última semana, na capital acreana, durante manifestação.

Os servidores não aceitaram o que o chefe do Executivo ofereceu durante as rodadas de negociação, como realização de concurso público, reposição das perdas inflacionárias de 2020 e 2021, etapa alimentação no valor de R$ 420 (servidores querem R$ 700, o que ainda não ficou acordado), e sobre o Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR), do qual o governo decidiu negociar somente no proximo ano,  para começar a pagar somente em 2023.

De acordo com os trabalhadores, durante as conversas que aconteceram no último dia 1º de dezembro, com a equipe de governo na Casa Civil, a gestão “não se mostrou flexível aos pedidos e não apresentou contraproposta que beneficiasse os trabalhadores”.

O protesto dos servidores se estenderá até a quinta-feira, 9, quando será realizada uma nova assembleia (Foto: Assessoria)

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac), Adailton Cruz, “não houve resposta sobre a alteração do PCCR, não houve concordância com o valor de R$ 700,00 (setecentos reais) de etapa alimentação, quanto à reposição das perdas salariais, deixaram de considerar o ano de 2019, e não houve posicionamento sobre a sexta parte e licença prêmio dos ‘irregulares’.”

A presidente do Spate, Alesta Amâncio, ressaltou que a proposta do governo não foi favorável. “Eles não apresentaram uma contraproposta satisfatória, mantiveram a proposta anterior de R$ 420,00 (quatrocentos e vinte reais) de etapa alimentação, não incluíram a reposição de 2019, disseram que o PCCR ainda está em discussão e análise e informaram que a previsão de concurso é somente para o ano que vem e sem data definitiva”, comentou Alesta.

Durante a paralisação, que terá início em Rio Branco, os servidores alegam que será resguardando 30% dos serviços de urgência e emergência estabelecidos em Lei. O protesto dos servidores se estenderá até a quinta-feira, 9, quando será realizada uma nova assembleia.

Na última semana, uma mobilização foi realizada no centro de Rio Branco (Foto: Assessoria)

Dentre os pontos solicitados e negociados pelos sindicatos da saúde com o governo do Estado, estão:

1- Concessão do adicional de etapa alimentação no valor de R$ 700,00 (setecentos reais), a partir de março de 2021;

2- Reposição salarial dos exercícios 2019, 2020 e 2021, a partir de março de 2021;

3- Publicação do edital de concurso público efetivo para a saúde, ainda este ano;

4- Resposta definitiva sobre as datas de concessão da sexta parte e licença prêmio dos servidores “irregulares”;

5- Resposta positiva sobre a concessão, ainda que escalonada, do novo PCCR