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Saúde mental

Janeiro Branco: campanha ressalta a importância da prevenção ao adoecimento emocional

Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo e o transtorno de ansiedade é a segunda doença mental mais comum, com 264 milhões de pessoas sendo afetadas

Janeiro é considerado o mês de conscientização sobre a Saúde Mental. A campanha, conhecida como Janeiro Branco, promovida em todo o país, tem como objetivo alertar à população sobre a importância da prevenção das doenças psicossomáticas,  causadas por problemas emocionais.

Em Rio Branco, um episódio chamou atenção da sociedade na noite de quinta-feira, 6, quando um  oficial de Justiça do judiciário acreano, cujo nome não foi revelado, causou momentos de tensão no condomínio Juruá, localizado no bairro Xavier Maia, durante um suposto surto psicótico.

Armado com uma pistola 380 e com munições, ele ameaçou a guarnição policial que foi atender a ocorrência, chegando a disparar contra os militares. Segundo testemunhas, o homem possui transtorno mental, e estaria  há cerca de três dias sem tomar a medicação adequadamente, o que teria causado o transtorno emocional.

“É um processo de somatização. Por exemplo, esses últimos tempos com a questão da pandemia, da restrição social, do medo, da fobia, isso tudo gera ansiedade e pode pontencializar os desequilibrios”, destacou o psicológo Cleber Bezerra (Foto: Cedida)

O psicológo Cleber Bezerra, ressaltou que os transtornos mentais  se manifestam a partir de vários fatores.

“É um processo de somatização. Por exemplo, esses últimos tempos com a questão da pandemia, da restrição social, do medo, da fobia, isso tudo gera ansiedade e pode pontencializar os desequilibrios. Um dos caminhos que a pessoa deve procurar  quando perceber que não está bem é ajuda psicológica, é nutrir a mente, praticar exercícios, além de uma boa noite de sono, que é importante, e também a alimentação, para manter o equilíbrio físico e mental”.

Bezerra acrescentou que o papel do psicológo é sempre de acolhimento, procurando ouvir e entender o que está se passando na mente do paciente. Nunca questionar, e, sim, validar o que ele traz naquele momento.

“Não somente a psicanálise, mas todas as terapias podem ajudar a pessoa no momento de crise. O profissional tem que acolher o paciente, buscar saber de que forma se desenvolveu o surto psicótico, que são momentos. Nunca e jamais, uma pessoa deve contrariar quem está tendo o surto”, concluiu o profissional.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo e o transtorno de ansiedade é a segunda doença mental mais comum, com 264 milhões de pessoas sendo afetadas. Quadro que se intensificou com o cenário da pandemia do novo coronavírus.

No Brasil, em torno de 12 milhões de brasileiros sofrem com a doença. O número é equivalente a 5,8% da população, colocando o país em segundo lugar no ranking mundial , ficando atrás somente dos Estados Unidos.