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atuação ilegal

Médico sem revalida é preso em flagrante ao fazer cirugia plástica em paciente, na capital acreana

Ele foi denunciado pelo Conselho Regional de Medicina do Acre ainda em 2020 por exercer a medicina sem a devida revalidação do diploma

Ainda em 2020, o CRM encaminhou uma denúncia ao Ministério Público do Acre contra Saboia. Ele teria causado lesões graves em uma paciente que deu origem às investigações (Foto: Assessoria/CRM)

O médico Mizael Ribeiro Saboia foi preso em flagrante na noite desta quinta-feira, 13, pela Polícia Civil, em uma clínica particular de Rio Branco, acusado de exercer a medicina sem registro. Segundo o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), ele é formado em medicina em faculdade do exterior e não tem revalidação de diploma, ou seja, não tem registro no Conselho de Classe e, portanto, não pode exercer a profissão.

O flagrante foi feito enquanto ele atendia uma paciente que era submetida a cirurgia plástica. O procedimento chegou a ser concluído, e conforme informações da Polícia Civil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado como medida preventiva.

Já o acusado foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes, na Cidade do Povo, onde, ainda de acordo com a polícia, foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (ato que substitui o Auto de Prisão em Flagrante), e ele responderá pelas acusações em liberdade.

Ainda em 2020, o CRM encaminhou uma denúncia ao Ministério Público do Estado contra Saboia. A denúncia chegou ao Conselho por meio de uma paciente que teve lesões provocadas pelos atos cirúrgicos inapropriados praticados pelo profissional.

Conforme a denúncia, a a vítima foi submetida a exame de corpo de delito que constatou as lesões. O caso foi encaminhado pelo CRM-AC à Delegacia de Polícia Civil da 1ª Regional, ainda no dia 30 de abril de 2020.

De acordo com o CRM, ele já respondeu processo na 2ª Vara Criminal de Rio Branco após denúncia de exercício ilegal da medicina no ano de 2016. Desde aquela época, ele já se apresentava como cirurgião plástico e teria provocado lesões corporais de natureza gravíssima em pacientes. Porém, o acusado foi beneficiado pela suspensão condicional do processo em maio de 2019, estando ainda em cumprimento das medidas estabelecidas.