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28 de novembro de 2022

Sérgio Moro se oferece para sabatinar Lula no Jornal Nacional: ‘tenho experiência’

O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil), que disputa uma vaga no Senado pelo Estado do Paraná, está de olho na entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 25, no Jornal Nacional, da TV Globo.

“Espero que Lula seja perguntado com firmeza no @jornalnacional sobre Mensalão, Petrolão, triplex e Atibaia. Se precisarem de ajuda, sou voluntário. Tenho experiência”, escreveu Moro em seu Twitter. Desde a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL) no JN, políticos e partidários bolsonaristas saíram às redes sociais criticando a condução do programa e comparando o comportamento dos apresentadores com Bolsonaro e o candidato à presidência Ciro Gomes (PDT), que participou no dia seguinte.

Os argumentos dos bolsonaristas são de que o presidente teve menos tempo para falar, se comparado ao tempo que Ciro falou.

O ministro das Comunicações Fábio Faria criticou a postura de Bonner e afirmou que, mesmo durante a entrevista de Ciro Gomes, o apresentador deu um jeito de atacar o governo. “Parece que Bonner esqueceu a arrogância e o deboche, mas não esqueceu o Bolsonaro. Até nas perguntas ‘amistosas’ pro Ciro Gomes, ele aproveita para fazer propaganda negativa e falar inverdades do governo Bolsonaro sobre o auxílio”, escreveu o ministro em seu Twitter na noite de terça-feira.

Na mesma linha parece seguir Moro. O tuíte do ex-juiz despertou elogios e críticas de seus seguidores e recebeu mais de 9 mil comentários.

Lula concede entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta a partir das 20h30. O candidato é o terceiro da série de entrevistas, que recebe os principais presidenciáveis ao longo da semana, marcada ainda pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, dia 26. Já no domingo, 28, os eleitores poderão acompanhar o primeiro debate entre os principais concorrentes ao Palácio do Planalto.

Para cientistas políticos ouvidos pelo EstadãoLula tem a oportunidade de resgatar a memória de seu antigo governo como um contraponto à gestão do presidente Bolsonaro e, caso consiga se afastar de temas polêmicos que envolvem gestões petistas como a corrupção, poderá também atrair um eleitorado que ainda mantém seu voto ligado a Ciro Gomes ou a Simone Tebet (MDB).

Fonte: Estadão
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