Voluntários arrecadam quase R$ 20 mil para construir poço artesiano em aldeia no Acre   – Jornal A Gazeta

Voluntários arrecadam quase R$ 20 mil para construir poço artesiano em aldeia no Acre  

Após conhecer um pouco sobre a realidade da aldeia indígena Novo Natal, localizada às margens do Rio Jordão, a fundadora do Instituto A Nossa Jornada, Renata Quintella decidiu fazer uma campanha para construir um poço artesiano na comunidade.

No local, moram 11 famílias da etnia Kaxinawá. São cerca de 45 pessoas, entre crianças e adultos, que não têm acesso a água potável e nem o mínimo de saneamento básico. Por isso, muitas crianças estão morrendo de doenças causadas pelo consumo de água contaminada.

Quintella explica que ficou sabendo da aldeia através de uma parceria com o Templo Espiritualista Quilombo da Vó Miranga. “Foi muito importante e emocionante essa jornada para nós. Imaginar que hoje em dia, dezenas de pessoas ainda vivem sem as mínimas condições de uma vida digna, sem o básico que lhe é necessário, sabe? Eles não tinham água limpa, não têm luz”.

Apesar de morar em São Paulo e não conhecer a aldeia de perto, Quintella fez contato com representantes da comunidade. Depois de conhecer as principais necessidades deles e fazer um orçamento, ela decidiu lançar uma campanha para construir um poço artesiano.

A meta da campanha “Seu amor rega Novo Natal” era de arrecadar R$ 16.900, mas com a ajuda de 239 apoiadores foi possível juntar mais de R$ 19 mil. A construção do poço com capacidade para 1.500 litros vai começar em outubro. A previsão é de que a obra seja finalizada em novembro.

“Houve uma forte união de pessoas que acreditam num mundo melhor e mais justo. Como eles vivem lá, impacta as nossas vidas aqui. Sinto que as dores da alma, muitas vezes estão ligadas às dores da humanidade, mesmo que a gente não perceba isso objetivamente. Cuidar do outro, nos salva, porque é aí que cuidamos de nós”, disse comovida.

Além disso, Quintella conseguiu levar para São Paulo a líder da aldeia, Ozélia Bismani Kaxinawá. Durante duas semanas, voluntários e apoiadores conversaram sobre as principais necessidades da aldeia, dentre outros assuntos.

FOTO/CEDIDA
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