Com vôos noturnos e de maior duração, Trip começa as atividades no Estado

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A Trip Linhas Aéreas começou a operar na madrugada de ontem seus primeiros vôos partindo e chegando ao Acre. Com isso, os acreanos passam a contar com três companhias que mantêm rota permanente com o resto do país. A chegada da Trip refletirá diretamente na queda do preço dos bilhetes, pelo menos nos próximos 30 dias. Neste período, todas as tarifas vão estar disponíveis no valor promocional da empresa.

Entre Rio Branco e Cuiabá (MT), por exemplo, a tarifa custa R$ 329. A principal vantagem com a chegada da Trip será a possibilidade de os moradores de Cruzeiro do Sul poder escolher mais uma aérea para viajar. Hoje, a Gol detém o monopólio nas operações dos vôos para o Juruá. O domínio da Gol na rota para o interior deixa os passageiros irritados, que a acusam de praticar preços extorsivos e não operar durante os feriados prolongados.

Pela Trip, o sul-cruzeirense que deseja vir para Rio Branco paga a partir de R$ 89. Em simulação feita por A GAZETA no portal da Gol, o mesmo trecho, para o próximo dia 22, sai por R$ 309. Para esta data os bilhetes promocionais já estavam esgotados. A comparação de preços entre as duas companhias também foi feita para 22 de fevereiro.

Pela Gol já não há tarifa promocional e o preço mais baixo é R$ 139. Pela Trip o desembolso é de R$ 89. O custo menor oferecido pela Trip reflete no tempo maior de vôo.

Enquanto que pela Gol o passageiro do vôo Rio Branco-Cruzeiro do Sul fica pouco mais de 50 minutos nas apertadas poltronas, na nova empresa o tempo é de uma hora e trinta minutos.

A diferença nos modelos de aeronaves usados pelas duas aéreas justifica os minutos mais prolongados da viagem. A Gol usa o Boeing 737-700, de maior velocidade e força. Já a Trip está em atividade no Acre com o avião turboélice ATR 72-500, com capacidade para 68 pes-soas. O vôo de Rio Branco com destino a Cuiabá, que decola às 5h da manhã, chega à capital mato-grossense às 9h25.

Cuiabá, aliás, será o ponto de escalas dos vôos para o restante do Brasil. Para chegar ao destino final, em alguns casos, é preciso fazer parada em dois aeroportos pelas grandes companhias. Pela Trip, esse transtorno fica menor. Quem deseja ver de perto as Cataratas do Iguaçu, na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, pode ir direto sem precisar fazer escala em Brasília e São Paulo.

Com operação low cost, Trip é a líder no mercado da aviação regional.

Operando em mais de 70 cidades brasileiras com 30 aviões, a Trip Linhas Aéreas é a líder no mercado nacional e sul-americano de aviação regional. Este é o segmento da aviação civil que tem como foco operar em aeroportos de médio e pequeno porte. “É um nicho em grande expansão do país. Ainda estamos muito atrasados com relação aos Estados Unidos e países europeus, mas o espaço está aberto”, diz Evaristo Mascarenhas, diretor de Marketing e Vendas da empresa.

Em 2009, a Trip transportou mais de 1,6 milhões de passageiros. Um crescimento de 60% ante o ano anterior. Em 2008, o faturamento bruto chegou a R$ 322 milhões. Como uma de suas sócias, a Trip tem a americana Skywest, maior empresa de aviação regional do mundo. A Trip opera com três modelos de aeronave. Além do ATR 72-500, também há o AT-42 (46 assentos) e o jato da Embraer 175 (86 assentos).

“Caso o mercado do Acre reaja bem, podemos colocar o Embraer para operar aqui”, afirma Mascarenhas. Os preços mais em conta da Trip só são possíveis por a empresa adotar o low cost, o que permite ter custos de operação e manutenção menores. Uma prática que começa a ser colocada em prática pelas principais companhias aéreas do mundo em tempos de crise financeira. No Brasil, a Gol é a líder neste segmento.  

A chegada da Trip ao Estado acontece após muita intervenção política para agilizar o processo de concessão da rota. Para o secretário Cassiano Marques (Turismo), os vôos vêm a atender um mercado turístico acreano que a cada ano apresenta crescimento significativo nos últimos anos.

“De 2003 a 2007 o aeroporto Rio Branco foi o segundo que mais cresceu no país em termos de embarque e desembarque”, comemora ele. “A Gol e a TAM já operam quase no limite de sua capacidade no Estado”.   

 

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