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PF e PRF à procura de 5 mil vagas na área administrativa

 Quando pensamos em uma instituição policial, logo nos vem à mente os agentes usando seus distintivos, à procura da manutenção da ordem. Mas para essa estrutura funcionar, é preciso mais do que o contingente de operação. Tem a retaguarda: a mão de obra administrativa que cuida dos pagamentos, dos contratos, da saúde dos funcionários, entre outras atribuições. E esse batalhão de profissionais do escritório é uma questão a ser resolvida nas polícias Federal e Rodoviária Federal.

 Até hoje, um único concurso para a área administrativa foi feito pela Polícia Federal (PF) e nenhum do gênero foi realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O da PF aconteceu em 2004 e abriu seleção para 1.638 vagas, divididas entre cargos como psicólogo, médico e agente administrativo. Segundo Leilane Ribeiro de Oliveira, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Planos Especial de Cargos da PF (SinpecPF), antes da primeira e única seleção, os serviços administrativos da corporação eram feitos por agentes, terceirizados ou servidores cedidos.

 Mas a seleção não foi suficiente para cobrir o deficit de pessoal da instituição. Além disso, os baixos salários oferecidos pelo concursos de 2004 – R$ 758,37 para nível médio e R$ 1.000,25 para superior – não conseguiram manter os aprovados nos quadros da PF por muito tempo. O sindicato contabiliza que 40% dos convocados já deixaram a corporação.

 Dos 3.000 administrativos da PF, 1.200 estão em Brasília. O restante, nas unidades espalhadas pelo resto do país. A corporação, que tem 15.000 policiais, solicitou ao Ministério do Planejamento a abertura de pelo menos 3.000 vagas administrativas. A PRF não tem um levantamento do seu pessoal de apoio, mas são esperadas cerca de 2.690 vagas em uma futura seleção. Para cargos de nível médio, a expectativa de salários das instituições é de R$ 2.476, 98 (PRF) e R$ 2.656,58. Para os de nível superior, R$ 2.590, 28 (PRF) e R$ 2.792.89 (PF).

Acordo feito

 Os futuros concursos da PF e PRF estão inseridos em um acordo entre a União e o Ministério Público do Trabalho para a substituição de terceirizados irregulares e incremento de pessoal no serviço público federal. Como há prazo para a regularização dos quadros até o fim deste ano, essas seleções devem ocorrer logo.

 Partindo do edital de 2004 como referência, os candidatos podem começar a estudar pelos conhecimentos básicos, como língua portuguesa, informática e atualidades. As disciplinas foram cobradas para cargos de nível superior e médio. “Como é um concurso que não tem edital, nós temos de partir de algum lugar”, justifica o professor de português do Gran Cursos Bruno Pilastre.

Professor da Vestconcursos, Vitor Figueredo também aposta nessas disciplinas. “Elas são o diferencial porque todo candidato acaba se dedicando muito à parte específica”, acredita. “Uma hora por dia é suficiente para estudar informática. Depois, você usa os programas do PC estudando para outras matérias. Por exemplo, dá para usar o Word para estudar constitucional”, ensina.

Com relação a atualidades, a dica é ficar de olho nas questões ambientais, como o encontro em Copenhague e as operações da Polícia Federal em relação ao tráfico de drogas. “O examinador anda preguiçoso, ele não vai cobrar uma análise do acontecimento, mas se o candidato está bem informado”, aposta Júlio César Gabriel, professor da Vestconcursos.  (Correio Braziliense)