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Ação parlamentar retrocede greve dos agentes penitenciários

Os agentes penitenciários já tinham determinado em assembléia da categoria que entrariam em greve a partir da última quarta-feira. As negociações que pareciam esgotadas tiveram novo alento com a entrada em cena do líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB). Ontem na tribuna da Aleac, Moisés comemorou o novo rumo para o entendimento entre a categoria e o Governo do Estado.

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Moisés Diniz (PCdoB) destacou a importância do diá-logo entre as partes. “O básico da greve dos agentes penitenciários foi a capacidade que tivemos de reverter uma situação mesmo depois de ter sido decretada a greve em Assembléia. Nós conseguimos agir e mostramos que o Governo nunca tinha fechado a negociação. O que achei mais bonito nessa situação é que hoje quando conversei tanto com os dirigentes do movimento sindical quanto os representantes do Governo todos saíram se elogiando mutuamente. Ficou provado que existe a capacidade de dialogar e encontrar saídas. Foram formados grupos de trabalhos para discutir as situações específicas. O que é da área econômica se discute com o sindicato e o que é relativo a gestão será discutido com toda a categoria, inclusive, com os municípios do interior. Se abriu uma porta para se rediscutir o código de conduta ouvindo a sociedade e juristas. Acho que foi um ato de boa vontade tanto do movimento sindical quanto do governo”, comemorou.

Indagado sobre os motivos que deixaram a situação se agravar até a decretação de uma greve, Moisés ponderou: “acho que a gente acaba no dia-a-dia da política se acomodando. Tanto os dirigentes do Governo quanto os representantes sindicais. Acabam determinando regras muito retas. No entanto, nas relações entre os seres humanos existem muitas curvas e encruzilhadas. É preciso usar ao máximo a capacidade de ouvir o outro lado, recuar e avançar. Acho que houve essa debilidade. Quando se reconheceu que existem dificuldades dos dois lados foi possível se construir o consenso.

Então, a negociação foi isso. O Governo tem muitas conquistas na questão penitenciária, nunca houve tantos investimentos, mas a gente olha o agente penitenciário e ele está reclamando. É preciso haver mais diálogo entre o Governo e os agentes penitenciários, entre o Governo e os professores, entre o Governo e os policiais, entre o Governo e os trabalhadores rurais. Quanto mais diálogo, mais informar e mais ouvir eu acho que criam-se mais consensos”, explicou.