Empresários denunciados no caso Abib Cury serão julgados em agosto

A titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, juíza Denise Castelo Bonfim, marcou para o dia 17 de agosto deste ano a audiência de instrução e julgamento dos empresários Luiz Américo Figueiredo e Pedro Lustosa, denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suposto envolvimento na morte do médico Abib Cury, em 1997.
Caso-Abib-Cury
O processo está aberto desde 2006, mas Pedro e Luiz só passaram a figurar como réus na Ação Penal promovida pelo MPE, em 2008, depois que o pistoleiro de aluguel Martini Martiniano de Oliveira – encontrado morto no presídio de segurança máxima do Acre no dia 7 abril de 2009 – os apontou como mandantes do crime.

Segundo o depoimento prestado pelo pistoleiro antes de morrer, a ordem inicial era retirar da casa do médico documentos que comprovaram a participação dos empresários num forte esquema de agiotagem. Os dois acusados teriam dívidas altíssimas com Abib Cury e estariam tendo dificuldade de manter os pagamentos.

De acordo com Martini, o plano teve que ser mudado em virtude da vítima ter apresentado uma parada cardíaca no momento da invasão. A partir do contato com um dos empresários, ele declarou ter recebido a ordem para se livrar do corpo, que acabou carbonizado numa estrada próxima de Rio Branco.

Em audiência realizada em 22 de abril do ano passado, a viúva de Martini, Maria do Carmo Carlos Marinho, foi ouvida como informante do juízo a pedido do MPE. Ela disse que não conhecia os empresários e que nunca conversou com o marido sobre algum crime no Acre.

Já Genival da Silva, o Juruna – o único condenado no processo até agora, com pena fixada em 25 anos e 8 meses de reclusão e 93 dias multa – informou na mesma audiência que Martini estava louco quando citou o nome dele. Os empresários respondem o processo em liberdade e têm colaborado com as investigações.

 

 

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