Ataque do “carro preto” vira lenda urbana e aterroriza população

Apesar das centenas de queixas feitas diariamente ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), até ontem não existia nenhuma evidência concreta que atestasse a veracidade da informação de que um carro preto anda rondando as escolas da Capital, com o intuito de raptar crianças e adolescentes.
Carro-preto
Em resposta ao pânico generalizado decorrente da situação, o comandante da Companhia Independente de Policiamento Escolar (Cipe), capitão PM Márcio Alves, decidiu reforçar o trabalho preventivo que já vem sendo desenvolvido nas escolas da Capital desde o ano de 2003.

“Estamos 100% em alerta, mesmo não existindo nenhum caso concreto, a gente não pode menosprezar as informações que são repassadas pela população. Pode ser alguém querendo assediar estudantes, aliciar para prostituição ou mesmo querendo brincar. Nenhuma versão pode ser descartada”, observa.

Rio Branco dispõe atualmente de 120 escolas, incluindo estabelecimentos das redes pública – estadual e municipal – e privada. O público estimado é de aproximadamente 120 mil estudantes. Para dar conta do trabalho, a Cipe conta com o apoio das bases da Polícia Militar fixadas nas cinco regionais da cidade.

De acordo com capitão Márcio o policiamento é feito em dupla. Uma para cada regional. Os policiais ficam em constante vigília em todas as imediações da escola, reforçando a atenção durante os horários de entrada e saída. A partir do momento em que percebem algo errado são acionados e entram em ação.

Os homens do Grupo Águia e do Serviço de Inteligência da PM também estão em campo fazendo o trabalho de investigação. “Estamos em alerta e pedimos aos pais que também façam sua parte, principalmente em relação às crianças menores. É importante que eles estejam acompanhados de uma pessoa responsável na entrada e na saída da escola”, orienta.

O capitão alerta ainda aos adolescentes para que eles evitem ficar em praças ou mesmo na frente da escola após o término das aulas. No caso de solicitação de emergência, as chamadas devem ser destinadas ao 190 da PM ou a Companhia de Policiamento Escolar, através dos telefones: 3213-2405, 9971-6756, 9971-8904 e 9971-8985.

Diretores são orientados a redobrar vigilância
O diretor de Gestão Institucional da Secretaria Estadual de Educação (SEE), Jean Mauro de Abreu Morais, oficiou os diretores de escola esta semana, fazendo uma série de orientações em relação à entrada e permanência dos estudantes nos estabelecimentos de ensino.

“Quando um pai deixa o filho às 7h15 na escola, ele espera que o mesmo esteja lá às 11h45 quando ele for buscá-lo”, exemplifica Jean Mauro, ao falar da importância dessa interação entre a escola e a família.

No ofício encaminhado aos diretores, o diretor solicita especial atenção na identificação de pessoas estranhas ao ambiente escolar ou nas proximidades da unidade de ensino. O acesso e a saída de alunos só devem ser autorizados mediante a presença de um responsável.

Os diretores também foram orientados a fazer o controle da freqüência escolar, observando se os alunos realmente estão presentes nas unidades de ensino nos horários destinados às atividades escolares. Caso seja detectada a ausência, os pais devem ser comunicados ime-diatamente.

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