Autoescola é investigada em Brasileia

Centro de formação teria proprietário envolvido no caso de falsidade ideológica; Detran e Polícia Civil investigam

Durante a aplicação das provas teóricas aos candidatos à primeira habilitação, em janeiro deste ano, no município de Brasileia, os examinadores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), constataram que cinco pessoas estavam praticando crime de falsidade ideológica. Esses supostos “candidatos” apresentaram documento de identidade visivelmente adulterado.

Naquela ocasião, assim que o diretor-geral do Detran, Reginaldo Prates, foi informado sobre o caso, determinou o encaminhamento dos envolvidos à delegacia do município.

Após a conclusão do inquérito policial realizado pelo delegado Nilton Cesar Boscaro, constatou-se que o proprietário de uma autoescola estava envolvido no caso, e por esse motivo, foi decretada a prisão preventiva dele na semana passada.

Na última sexta-feira, o diretor-geral do Detran, acompanhado do corregedor e do procurador jurídico, compareceu em diligência à Brasileia para averiguar o caso e, conforme a necessidade, baixou uma portaria para instaurar processo administrativo. O objetivo é apurar as irregularidades mencionadas no inquérito, quanto à provável responsabilidade dos envolvidos.

Assim, o Centro de Formação de Condutores (CFC) foi impedido de exercer suas atividades até a conclusão do processo administrativo, bem como foram recolhidos todos os documentos inerentes ao funcionamento da autoescola para fins de realização da auditoria.

As constatações dessas fraudes foram possíveis em virtude das fiscalizações mais rigorosas. Com a nova gestão do Detran, quando há realização das provas teóricas nos municípios, além do presidente da banca dos examinadores passou a ser encaminhado, um representante da corregedoria.

De acordo com o diretor-geral do Detran, Reginaldo Prates, o intuito do órgão é evitar que condutores sem formação teórica e prática estejam dirigindo e colocando em risco a vida dos demais. “Não descartamos a possibilidade de alguns processos ou até mesmo carteiras de habilitação serem cancelados”, afirma o diretor.  (Agência de Notícias do Acre)
 

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