Desempregada se mata enforcada por não ter como sustentar as filhas

O desespero e o sofrimento de ver as filhas passando fome, levaram a desempregada Carmecilda Pereira da Silva, 28, a dar cabo da própria vida, ela foi encontrada morta na manhã da última quarta-feira, 3, dependurada em uma corda em sua casa onde morava com as quatro filhas, na periferia da cidade de Mâncio Lima.

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De acordo com os vizinhos, a mulher, conhecida por Carminha, estava separada do marido e enfrentava muitas dificuldades para manter o sustento de suas 4 filhas, foi o que a levou a cometer suicídio .

Segundo informações de moradores do bairro onde Carminha morava, ela reclamava muito da situação precária que enfrentava e lamentava por não ter condições de alimentar as filhas, que constantemente choravam por falta de comida. Diante da difícil situação, a mãe, que não tinha a ajuda do ex-marido e pai das crianças, já havia comentado com algumas pessoas que iria se matar.

O que já estava avisado acabou acontecendo na noite da última terça-feira.

Depois de mais um dia inteiro de angústia e sofrimento por não ter à mesa comida para as meninas, Camercilda ainda recebeu ajuda de um vizinho que se compadeceu e no início da noite ainda levou um pouco de carne para a família, mas a mãe nem teve forças para fazer o jantar. Ela aproveitou o momento em que as crianças dormiam e se enforcou ao lado das filhas.

As próprias crianças foram às primeiras a ver o corpo da mãe, já sem vida, dependurado por uma corda no meio da casa e logo chamaram os vizinhos. “Ela não tinha emprego e reclamava muito que a família não ajudava. Os parentes dela também não tinham muitos recursos e não podiam fazer muita coisa por ela e pelas crianças”. Nem o Bolsa Família ela recebia e por isso sempre reclamava da vida” – disse a tia do ex-marido de Carminha, a funcionária pública Sebastiana Barbosa Barros.

O corpo de Camercilda foi velado na casa onde ela morava com as filhas. Até a tarde desta quarta-feira, a família aguardava ajuda da Secretaria Municipal de Assistência Social para providenciar o sepultamento. (Com informações do Voz do norte)

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