Lula descarta licenciamento do cargo para ajudar Dilma na campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta sexta-feira a possibilidade de se licenciar do cargo para ajudar na campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Segundo Lula, “não há hipótese dessa discussão acontecer”.

Nota publicada ontem pelo jornal “O Globo” afirma que Lula pretende se licenciar do cargo nos meses de agosto e setembro.

“Seria descabido você imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha. Segundo, que fosse possível um presidente da República se afastar sendo que pode não ter o vice-presidente para exercer o mandato. Não teria cabimento, não teria lógica, seria uma irresponsabilidade com o mandato que foi me dado pelo povo brasileiro”, disse ele em entrevista a rádios da Bahia e de Pernambuco.

Lula disse também que não há lógica em alguém pensar que ele ajudaria mais um candidato se afastando do cargo de presidente.

“Achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato do que estando na Presidência seria diminuir o mandato. Se fosse assim, quem não tivesse mandato teria mais força política do que eu que tenho.”

Segundo o jornal, com a licença, Lula evitaria problemas com a Justiça Eleitoral. Como o vice José Alencar (PRB) também cogita disputar as eleições, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltaria à Presidência durante o período de afastamento de Lula.

Ontem, no entanto, Sarney descartou essa hipótese. Ele disse que a possibilidade “não existe”, até mesmo porque, como ex-presidente, não lutaria para assumir interinamente o cargo. “Quem foi presidente da República vai lutar para ser presidente interino? Isso é procurar cabelo em casca de ovo”, afirmou.

Sarney disse que nunca foi procurado por Lula para conversar sobre a possibilidade de assumir a Presidência da República. “Isso não existe, não tem fundamento. Se o presidente não se licenciou para a candidatura dele [em 2006], por que vai se licenciar para a candidatura de uma outra pessoa?”, questionou, ao lembrar a reeleição de Lula, quando o presidente se manteve no cargo mesmo candidato. (Folha Online)

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