Centro comercial atrás do Terminal Urbano está em precárias condições

Os 120 ocupantes do Centro Comercial Aureolino Cirilo II – escondido atrás do Terminal Urbano de Rio Branco – sofrem as conseqüências das precárias condições do local. Apodrecida pela ação do tempo, a estrutura de madeira está rompendo. Há dez dias o piso cedeu em uma das alas do estabelecimento provocando pânico em donos de lojas e clientes.
Centro-comercial
Não demorou muito para que o buraco no assoalho se transformasse numa grande e perigosa cratera, oferecendo risco às pessoas que trabalham e circulam pelo local diariamente. Para evitar maiores danos, os comerciantes se reuniram e decidiram fazer os reparos por conta própria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Camelôs e Feirantes de Rio Branco (Sincaf), José Carlos dos Santos Lima, o “Juruna’’, o centro comercial foi inaugurado em 11 de novembro de 1996 e desde então nunca passou por uma reforma.

“Para garantir o fluxo de pessoas, a gente vai fazendo os reparos do jeito que dá”, reclama. Estima-se que pelo menos 20 mil pessoas passem diariamente pelas proximidades do centro em decorrência do sistema de transporte coletivo.

Como exemplo do descaso, Juruna afirma que sete lojas que pegaram fogo há dois anos, por conta das precárias condições elétricas, até hoje não foram reconstruídas. Em dia de chuva, o sufoco ainda é maior. A cobertura está cheia de goteiras e os camelôs são obrigados a utilizar lona para não perder a mercadoria.

Alia-se a tudo isso, o odor insuportável do Canal Morto – 180 metros de esgoto que não foram beneficiados pelas obras do Parque da Maternidade e que estão represados bem atrás do centro comercial. O canal é abrigo de ratos, cobras, lagartos, baratas e até jacaré.

É para lá que seguem os dejetos humanos toda vez que uma descarga sanitária é ativada nos estabelecimentos comerciais que funcionam na região. Um verdadeiro atentado à Saúde Pública num dos locais mais movimentados da cidade. Por conta das condições insalubres, muitos comerciantes já contraí-ram dengue.

Não bastasse, o local se transformou em alvo de ladrões que aproveitam as deficiências da estrutura para agir sem serem incomodados. De acordo com Juruna, pelo menos uma ocorrência é registrada todo dia. Os clientes também são alvos constantes dos batedores de carteira que agem na região.

Construção da galeria é a solução
O sindicato já admite que o local não oferece as mínimas condições para a permanência dos camelôs. Para Juruna, a saída é a construção de um novo prédio para abrigar todos os comerciantes.

Ele garante que existe um documento assinado pelo ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Rio Branco, Geraldo Pereira – que acaba de deixar o cargo para se candidatar a uma vaga de deputado estadual -, se comprometendo em só mexer com os lojistas quando tiver um local para levá-los.

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