Acre apresenta 2º pior desempenho no acompanhamento do Bolsa Família na Saúde

O Acre aparece com o 2º pior desempenho nos relató-rios de acompanhamento do Bolsa Família na Saúde, publicados na última sexta-feira, 14. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, das 55.408 famílias que deveriam ser acompanhadas, apenas 9.054 foram atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) nos primeiros meses deste ano.

A baixa notificação rendeu ao Estado um índice negativo de 16,34%. Brasília apresentou o pior desempenho, com 13,34%. O Rio de Janeiro ficou em 3º com 16,77%.

Isso significa dizer que a maioria dos beneficiários inscritos não está realizando as consultas médicas e os exames periódicos exigidos pelo programa.

O procedimento faz parte das condicionantes impostas pelo Governo Federal, nas áreas de educação e saúde, para manter o benefício. Os exames médicos devem ser realizados a cada seis meses e a freqüência escolar comprovada a cada dois meses. Essa é a forma que o Governo Federal encontrou de saber o alcance social do programa.

Na avaliação dos 22 municípios acreanos, Rio Branco aparece com o pior desempenho. Das 20.409 famílias cadastradas, apenas 479 estão realizando as visitas médicas, o que representa 2,35%.  Em relação às crianças, das 34.688 beneficiadas, 7.125 estão sendo acompanhadas (3,81%), as menores de dois anos representam 4,2%.

Secretária alerta famílias sobre atualização de dados
A secretária de Cidadania e Assistência Social de Rio Branco, Estefânia Pontes, alerta as família sobre a importância da atualização dos dados cadastrais do Bolsa Família. Segundo ela, crianças, grávidas e nutrizes – mulheres que estão amamentando ou produzindo leite – devem procurar os postos e centros de saúde do município duas vezes por ano para avaliação.

Os dados, como peso, estatura, cartão de vacina, são importantes para saber se o beneficiado, principalmente criança, melhorou ou agravou a sua situação de vulnerabilidade. Esse acompanhamento é essencial para que o benefício não seja suspenso pelo Governo Federal.

“A família mudou algo no seu contexto diário tem que informar, atualizar o cadastro, até porque o beneficiário pode ter agravado a sua situação de vulnerabilidade ou até mesmo saí-do dela”, observa.
A idéia do programa, de acordo com a política adotada pelos Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Sustentável e Fome Zero, é mudar a realidade dessas famílias, criando condições para que elas possam suprir as suas próprias necessidades.

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