Após falência, governo abre licitação para contratar nova empresa do Pró-Moradia

A falência de uma das empresas responsáveis pelas obras de 36 das 90 unidades do conjunto habitacional Parque dos Sabiás fez o governo rever o cronograma de entrega do empreendimento. Voltadas para famílias com renda entre zero e três salários mínimos, as casas fazem parte do Pró-Moradia, um dos braços do maior programa habitacional do Palácio Rio Branco, o Minha Morada.

Com contrato de R$ 1,1 milhão, a Faue Construções se viu enrolada com dívidas e não estava honrando os compromissos com os fornecedores. Sem capacidade de executar o projeto, a empreiteira comunicou a falência ao governo.

O Estado repassou R$ 400 mil para que a empreiteira fizesse os primeiros serviços das casas. Segundo Marcelo Menezes, chefe do Departamento de Produção de Habitação da Secretaria de Habitação, todo o projeto inicial foi executado, não havendo prejuízos para os cofres públicos.  

Um novo contrato de licitação será aberto no próximo dia 17 para que a construção das 36 unidades seja retomada. Enquanto isso, as demais empreiteiras seguem o ritmo normal dos demais imóveis. Menezes afirma que até agosto o em-preendimento habitacional será entregue. Caso não seja possível cumprir o prazo, por conta da falência da Faue Construções, a inauguração será adiada para setembro.

Apesar do mesmo nome, não há nenhuma relação entre o atual Parque dos Sabiás e a do escândalo do Governo Orleir Cameli, quando acusações de desvios de verbas e péssimas condições das casas foram denunciadas. O conjunto de casas para famílias de baixa renda tem como financiador a Caixa Econômica Federal. Ao todo, o conjunto habitacional custará R$ 4,7 milhões. 

 

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