Motoristas e cobradores ainda negociam,mas diálogos não têm sido satisfatórios

Os motoristas e cobradores do Sinttpac (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo do Acre) estão em fase de negociação com as empresas, mas as conversas não têm sido satisfatórias. Até o momento, só houve 3 diálogos, e sem ‘bons’ resultados aos trabalhadores. O que seria a 4ª negociação foi adiada porque o advogado das empresas não compareceu. Com isso, cresce a possibilidade de paralisações e até de uma greve.

gmc

As principais pautas de reivindicações cobradas pelos trabalhadores são: melhorias na cesta básica do motorista/cobrador, ticket alimentação, reajuste salarial (já que a perda de valor real de compra nos salários é de quase 40%) e o fim da terceirização.

Contudo, o motivo maior, aquele que realmente pode provocar uma greve, é a retirada imediata da intra-jornada de trabalho (motorista começa às 3h, pára para almoço e deve voltar em seguida ao serviço; mas eles querem que a jornada seja direta, haja vista que não há boas condições de descansar nas empresas e nem tempo de ir para casa).

Conforme presidente do Sinttpac, Celina Ferreira da Costa, apesar dos fortes indicativos grevistas, cruzar os braços é visto como a última atitude a ser tomada. Mas as empresas que não se enganem. A razão de os servidores não quererem a greve não são os lucros dos patrões, e sim o não comprometimento do serviço oferecido à população.

“Para nós, deflagrar greve só em último caso. Não queremos interromper o Transporte Coletivo. Mas esperamos melhores negociações, pois as nossas condições de trabalho e salariais (cobradores ganham menos de 1 salário mínimo) são precárias. Passamos por situações que nos revoltam, e revoltam mais ainda à sociedade, como atrasos, aumento nas tarifas, ônibus velhos etc. E a culpa de tudo isso não é do trabalhador”, afirmou ela.

A vontade de negociar dos motoristas e cobradores é tanta que o Sinttpac até já entrou, desde semana passada, com oficio junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Eles pedem que o MPT interfira diretamente nas negociações com as empresas/prefeitura. Até o momento, Celina Costa informou que ainda não houve resposta do órgão, mas o Sinttpac ainda está esperando por uma posição. 

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